O que trazer do Brasil para Portugal?

Guarde um lugar na mala…

Como se não tivéssemos que pensar em tanta coisa antes de viajar para Portugal, como processo de matrícula, pedido de visto e compra de passagem, ainda temos que “lembrar” que estamos indo para um país distante.

Ok, Portugal tem diversas semelhanças com o Brasil, mas não conseguimos encontrar tudo que estamos acostumados na nossa terra. Ou pelo menos não por um preço razoável.

Portanto, sugiro que tu escolha bem o que coloca na mala e guarde um espacinho para os produtos brasileiros que tu não abre mão na vida.

Tem, mas é caro:

Farofa Yoki: como faz falta uma farofinha no arroz e feijão! Um pacote sai por mais de 3€, por isso pode ser uma boa ideia trazer uns pacotes na viagem.

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Erva-mate: é possível achar pacotes por aqui, porém os preços são salgadinhos, em torno de 10€ pra 500g. Por isso, a sugestão é trazer pelo menos 1kg do Brasil (não precisa ter medo de levar na bagagem) e sempre que souber de algum gaúcho que esteja vindo, pedir também!

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Cachaça 51: em geral, todo mundo bebe, mas os mineiros são quem mais sentem falta da “marvada”. Aqui, uma garrafa sai em torno de 9€ nos supermercados.

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Biquíni: o conjunto sai em torno de uns 20€ e, além disso, as brasileiras não costumam gostar muito dos modelos encontrados.

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Havaianas: os chinelos mais famosos do Brasil costumam ser bem caros na Europa, em torno de 20€ o par.

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Preservativo: infelizmente esse item é relativamente caro por aqui. Um pacote com 6 unidades sai em torno de 6€. (PS: existe distribuição gratuita em alguns lugares, como na cantina da universidade e no centro de saúde)

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Não tem, mas dá pra trazer:

Tapioca: aqui em Portugal só achamos granulada. A “nossa tapioca” não.

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Paçoquita: esse docinho gostoso não tem pra vender por aqui, e a caixa nem é tão grande assim.

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Doce de leite: nos supermercados tu encontra leite condensado cozido, mas não é – e nunca será – um mumuzinho!

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Matte Leão: principalmente os cariocas sentem falta dessa bebida que combina com o calor do Algarve. E esse produto não tem para vender por aqui.

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Tenys Pé: tem gente que costuma usar talco, mas tem gente que só usa essa marca. E não tem para vender aqui.

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Saudade de casa…

Cada produto pode ser mais ou menos associado com um estado. Conforme muda a região das pessoas, as necessidades também variam. Na lista fica fácil de perceber isso.

A saudade é inevitável, seja das pessoas, dos lugares ou outras coisas. Ter/consumir algo que remeta à nossa região é, de certa forma, reconfortante.

Por isso, a última dica para driblar esse sentimento é trazer algo bem simples:

Fotos: família, amigos, namorado(a), etc..

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Gostou? Curte, compartilha! E caso tu lembre de mais alguma coisa para adicionar na lista, comenta aí!

 

Descobrindo o Algarve: #3 Lagos

Sem dúvida uma das praias mais conhecidas do Algarve.

Particularmente falando, a mais bonita também.

Na verdade, o certo seria dizer as praias. Meia Praia, Praia da Batata, do Pinhão, Dona Ana, dos Estudantes, do Camilo, dos Pinheiros, etc. Uma do lado da outra. Entre as subidas e descidas das falésias.

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Como ir?

Saindo de Faro é possível ir de ônibus ou trem. Na primeira opção, menos horários, passagem a 11,80€ (ida e volta). Na segunda, 14,60€, mas se comprar com antecedência de cinco dias consegue-se mais barato.

Quando eu visitei Lagos, em Setembro, fui de trem. Viagem tranquila, passando por várias cidades e duração de pouco menos de duas horas. No auge do verão, talvez um pouco mais por causa do movimento. A estação fica do outro lado da marina da cidade, na parte da Meia Praia. É preciso atravessar uma ponte que abre e fecha constantemente para chegar ao restante dos lugares.

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Leve um bom tênis. Mas não esquece os chinelos, é claro.

Chegando lá, te prepara pra caminhar bastante. São vários caminhos, escadas, pequenas trilhas para chegar às falésias e às praias. Mas cada momento vale o esforço. São paisagens lindas, pessoas de vários países, tranquilidade…

A dica é levar na mochila bastante líquidos por causa do calor e alguma coisa pra comer, porque na beira das praias são poucas opções de bares e restaurantes, e com o preço salgadinho como a água cristalina do mar.

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A Praia do Camilo e Dona Ana são as mais concorridas. Algumas outras, com pequenas faixas de areia, têm menos pessoas e são opções para quem quer curtir um momento mais relax.

Na cidade existem muitos restaurantes, bares, festas e lojas. Ou seja, bastante coisa para ver fazer também. É muito agradável caminhar pelas pequenas ruas e becos.

Por isso, minha recomendação é que, se possível, fique uma noite ao menos. Para curtir legal.

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Quando ir e onde ficar?

O auge do verão na Europa é nos meses de Julho e Agosto. Obviamente, estes são os meses que as pessoas aproveitam para ganhar dinheiro. Portanto, as coisas vão estar mais caras nessa época.

A dica é tentar pegar o começo do verão, Maio e Junho, ou o fim, Setembro.

Opções de alojamento são muitas. Hotéis de cinco, quatro e três estrelas. Hostels interessantes e cheios de eventos. Guests houses, que basicamente são hotéis mais simples. E também é sempre válido tentar um couchsurfing, se tu for desses.

Tu vai gostar.

Não te assusta. Em alguns momentos vai parecer que tu está na Inglaterra. Ou na França. Ou na Espanha. Bom, tu vai ter certeza que está na Europa. De repente leve um dicionário, haha.

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Eu ainda não conheci alguém que voltou de Lagos sem um sorriso no rosto.
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Sistema de Saúde em Portugal

É obrigatório:

Quando solicitamos o visto para entrar em Portugal, um dos documentos necessários é o “Seguro médico internacional de viagem”. Esse seguro pode ser privado, contratado através de diversas empresas, ou pode ser público: o PB4-INSS.

Caso tu venha para fazer mobilidade, ficar 6 meses ou um ano, o seguro privado é válido, até porque é um período de tempo relativamente curto. Agora, se tu vens pelo ENEM, para fazer o curso todo, o PB4 também é uma boa opção.

Porque ficando aqui durante 3, 4 ou 5 anos, talvez o seguro de saúde privado seja uma despesa considerável e utilizar o sistema de saúde português não seja uma má ideia.

O que é o PB4?

Um acordo entre os países que te dá o direito de usufruir do serviço de saúde público de Portugal.

Em Porto Alegre, o documento pode ser retirado no prédio do Ministério da Saúde. Para a concessão dele, é preciso o passaporte e a carta de aceite da universidade. Talvez eles peçam mais algum documento, porque cada lugar diz uma coisa diferente, então aconselhamos a ligar para pegar as informações.

Sistema Nacional de Saúde (SNS):

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Hospital de Faro

O Sistema Nacional de Saúde (SNS) caracteriza-se por ser nacional, universal, geral e gratuito. É nacional uma vez que deve ter uma cobertura de âmbito nacional, apesar de na prática apenas cobrir Portugal continental. É universal, uma vez que todos os cidadãos Portugueses e todos os residentes apátridas e estrangeiros em condições de reciprocidade, têm acesso ao mesmo. É geral, uma vez que compreende toda a gama de cuidados de saúde primários e diferenciados, incluindo a vigilância e promoção da saúde, a prevenção da doença, o diagnóstico e tratamento de doentes e a reabilitação médica e social. É gratuito, uma vez que o sistema é financiado inteiramente pelo Estado através da tributação geral, sendo os cuidados de saúde tendencialmente gratuitos para os utentes. Apesar disso, são cobradas taxas moderadoras, que não se destinam tanto a financiar o sistema, mas sobretudo a limitar o acesso desnecessário a certos serviços (ex.: evitar que uma pessoa com um pequeno corte num dedo se dirija ao serviço de urgência médico-cirúrgica de um hospital em vez de dirigir ao serviço de urgência básica da sua área de residência.)

Ou seja, caso tu tenha mesmo que ir ao hospital, terá que pagar uma taxa de 17€, dependendo dos procedimentos necessários no teu atendimento. Já numa consulta privada, o valor é bem mais alto.

Assim como no Brasil, a pessoa passa por uma triagem onde é diagnosticada a urgência do atendimento. São cinco níveis, divididos por cores: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul.

Para pequenos problemas de saúde, nas próprias farmácias eles fazem uma “consulta” e te indicam o remédio conforme teus sintomas, evitando que tu vá até o hospital e crie filas maiores.

Cartão de Utente:

Finalmente, o documento do PB4 tem duração de um ano, entretanto não precisa ser renovado.

Assim que o teu título de residência (cartão) estiver pronto,  tu deve se dirigir ao Centro de Saúde e te registrar para que tenha o “Cartão de Utente”. Depois disso, toda vez que tu renová-lo, automaticamente o teu cadastro também é renovado e tu permanece com o direito de utilização.

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PS: o número europeu de emergência é 112.

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Custos de alimentação no Algarve

Já falamos sobre o custo da UAlg, sobre quanto custa mais ou menos para morar e até um pouco sobre o preço das saídas à noite. Agora, vou falar sobre o valor gasto na alimentação, algo que levamos em conta antes de ir morar em outro lugar.

Comer fora:

No Algarve, podemos achar diversas opções de restaurantes. Comida japonesa, indiana, brasileira, fast food, hamburgueria, pizzaria, etc.

Na Baixa de Faro, região muito turística, encontram-se muitas opções. Os preços vão variar, mas para comer e beber algo sai em média uns 10€.

Temos também um Mc Donald’s muito próximo das estações de trem e ônibus, além de outro no shopping: o Fórum Algarve. Lá, tu também acha Burger King , Pizza Hut e até um KFC.

Tirando esses conhecidos, podemos encontrar vários restaurantes e cafeterias com preços bem acessíveis.

Quase todos possuem o que eles chamam os “menus” (prato+bebida), que são os “combos” ou promoções, seja para o café da manhã ou almoço/janta.

Saindo de Faro:

Claro que tu deve levar em conta aspectos como localização. Não espere pagar a mesma coisa em um restaurante na beira da praia de Faro e outro no centro da cidade. Além disso, cidades como Vilamoura, próxima a Faro, onde existe um padrão de vida muito mais alto, terão custos maiores.

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Bar na Praia de Faro

“Nem todo dia é domingo.”

Mas como a vida de estudante é mais simples, digamos assim, muitos comem diariamente no restaurante universitário da UAlg.

Nele, tu paga €2,65 pela refeição.

Com isso, tu tem direito ao prato principal, sopa, pão, fruta e sobremesa, e pode beber água ou suco. Sempre há uma opção de carne e outra de peixe no prato principal, além da vegetariana.

É a opção para quem tem aula de manhã e de tarde e mora longe da universidade.

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Janta pré-prova 😊

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Supermercados:

Mas com certeza a maneira mais econômica sempre será a comidinha caseira.

A cidade conta três redes de supermercados: Pingo Doce, Lidl e Continente (nos sites, tu pode encontrar a localização deles).

Todos eles contam com produtos de “marca branca” que são bem mais baratos e com boa qualidade. Aqui embaixo fiz uma lista de alguns produtos e dos seus preços em média:

  • Arroz (1kg): €0,50
  • Massa (500g): €0,50
  • Pão de sanduíche: €1,50
  • Caixa de ovo (6 unidades): €0,60
  • Queijo: €4,99/kg
  • Presunto (fiambre): €7,00/kg
  • Água (5L): €0,50
  • Carne de vaca: €6,50/kg
  • Carne de porco: €3,00/kg
  • Carne de frango: €4,50/kg
  • Carne de peixe: €6,00
  • Coca-cola (1L): €0,99
  • Cerveja (6-pack): €3,00
  • Vinho (1L): €1,99
  • Chocolate (barra): €1,20
  • Sabonete: €0,50
  • Pasta de dente: €1,99
  • Shampoo: €3,50
  • Sabão lava-roupas: €7,00
  • Amaciante: €5,00
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Folhetos Pingo Doce

Dica: o Pingo Doce tem um cartão para estudante que te dá 5% de desconto em toda compra, até chegar a €100 por mês. Faz o teu assim que chegar!

Ofertas da semana:

Deixamos aqui a dica para não comprar tudo de uma vez, ou seja, não fazer o “rancho” (compra do mês). Porque toda semana os supermercados criam promoções novas, então é bom ir volta e meia, dar uma olhada e aproveitar os preços mais baixos. Além, é claro, das jantas comunitárias/compartilhadas, que os brasileiros adoram fazer e que acabam diminuindo ainda mais os gastos.

Dúvidas? Sugestões? Comente!
 
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Como chegar em Faro?

Onde estamos?

Se tu ainda não sabes, a cidade de Faro fica ao sul de Portugal, e é a capital da região do Algarve.

A cidade conta com um aeroporto internacional, uma estação de trem e uma estação rodoviária.

Como viajar?

Bom, a primeira opção é chegar de avião. O aeroporto recebe vôos de diversos países da Europa, além de outras localidades, como por exemplo o Brasil. Como as passagens aéreas têm preços muito voláteis, apenas indicamos que compre-se com maior antecedência possível para que menor seja o preço.

Agora, caso tu desça no aeroporto de Lisboa (o que às vezes sai mais em conta), tu podes pegar um trem (comboio) ou ônibus (autocarro) e ir para Faro. Os dois demoram entre 3 a 4 horas de viagem.

Se a escolha for o trem, a passagem pode custar €22,60 ou €21,60. A opção mais barata vai parando em mais cidades e, consequentemente, demora meia-hora a mais.

Mas uma informação importante: se tu tiveres até 25 anos, ganha desconto, e a passagem fica €17,80 e €16,50, respectivamente. Se comprares com antecedência de 5 dias, podes conseguir bilhetes mais baratos ainda.

Outra destaque é a pontualidade: 8h23 é 8h23 e não 8h25 ou 8h30.

 

Caso tu prefira ir de ônibus, o bilhete inteiro custa €20. Para estudante também é €17. O tempo de viagem é praticamente o mesmo. Em Faro, as duas estações são praticamente uma do lado da outra, portanto o que vai mudar é o local de partida em Lisboa.

Nessa altura do campeonato tu deve estar se perguntando como chegar até as estações.

Muito simples: táxi. Mais simples ainda? Existe uma estação de metrô praticamente dentro do aeroporto, e ela te deixa tanto na estação dos trens (comboios) como de ônibus (autocarros).

A estação Oriente, a do trem, fica apenas três estações depois. Segundo o site do metrô, a viagem não demora nem 10min. Claro que deve-se levar em conta o tempo de deslocamento e compra da passagem – que por sinal custa €1 e qualquer coisa.

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Já a estação dos autocarros fica na Praça Marechal Humberto Delgado e tu tem que ir até a estação Jardim Zoológico. Como pode-se ver no mapinha acima, é preciso fazer uma troca de linha, mas não tem mistério. O percurso demora em torno de 31min. Nela, fica o terminal da Eva Bus, uma das empresas que eu conheço e que faz viagens pelo Algarve também.

A minha chegada.

Bom, agora deixa eu contar um causo: quando eu vim para Portugal, peguei o vôo em Guarulhos e desci em Lisboa. Chegando lá, não quis pegar um táxi para “economizar”. Escolhi pegar o metrô e ir até a estação dos trens. O problema é que eu estava com duas malas muito pesadas. Não, o problema não foi nem carregar porque têm vários elevadores para descer e subir. O que estragou (literalmente) minha chegada foi quando eu fui entrar no metrô. Quando ele para na estação, fica um vão entre ele e a plataforma. No momento que eu entrei a rodinha de uma das minhas malas trancou e eu fiz força para puxar. Quando eu vi, a alça arrebentou e fiquei só com ela na mão. A porta tentou fechar e não conseguiu. Juntei minha mala e entrei. Tive que vir até Faro com ela “no braço”.

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Trabalhar e Estudar em Portugal

Se tu, assim como eu, tens vontade de estudar em Portugal, mas precisa trabalhar para se manter financeiramente, esse post é para ti.

Sugestão: monte um currículo no formato Europass.

Depois, se tu vens com visto de residência para estudo, é preciso fazer uma comunicação para trabalhar com contrato. Essa comunicação deve ser feita ao SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). É o mesmo local em que tu trata do visto e título de residência.

Tu encontras esse departamento em várias cidades, geralmente dentro da Loja do Cidadão, local onde tu pode resolver várias questões de documentação. Em Faro, ela fica no 2º andar do Mercado Municipal.

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Mercado Municipal de Faro | Foto: André Ries

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Porém, não basta chegar no local e simplesmente avisá-los. Tu vais marcar uma data e horário (presencialmente ou pela internet) para comparecer com alguns documentos:

Além do visto, passaporte e comprovante de moradia, é preciso entregar um atestado da universidade que mostre o horário das tuas aulas e um contrato ou documento fornecido pela empresa onde apareça teu o horário de trabalho.

O intuito é de que eles analisem o horário de trabalho com o da faculdade e vejam se é compatível. Caso esteja tudo ok, eles emitem um novo documento.

Burocracia:

Essa parte já foi mais chata. Hoje em dia, o processo de marcação e entrega de documentos é razoavelmente rápido. Em anos anteriores, quando era necessário uma autorização, perdíamos muitas vagas por demorar em torno de 40 dias.

O tempo de espera varia conforme a disponibilidade do SEF, mas até a última vez que ouvi não era mais que uma semana.

Para além disso, caso seja a primeira vez que tu trabalhas em Portugal, a empresa onde vais trabalhar, deve solicitar à Segurança Social a criação de um número pra ti.

A SS, de acordo com o próprio site, “é um sistema que pretende assegurar direitos básicos dos cidadãos e a igualdade de oportunidades, bem como, promover o bem-estar e a coesão social para todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros que exerçam atividade profissional ou residam no território”.

Mas não podemos desanimar. Sempre existe alguém disposto a realizar todo o processo e te dar uma oportunidade. Aqui em Faro a cidade gira em torno da Universidade e existem muitas opções de part-times, ou seja, meio-períodos, para que os alunos consigam trabalhar e estudar.

Basta tu chegar e ir atrás, largar currículos, que as oportunidades aparecem.

Outras opções:

Além do contrato, em Portugal foi criado um método de trabalho por “recibos verdes”. Nada mais que uma prestação de serviço. Tu trabalha e recebe como se fosse um trabalhador autônomo, podendo até contribuir para a Segurança Social. É uma alternativa para uma empresa que tem urgência. (Algumas até preferem, por não precisar pagar as taxas de um funcionário com contrato)

Existem também alguns freelancers, como garçons, bartenders, etc. Esses geralmente não têm contrato e tu ganha por dia/noite de trabalho.

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Foto: pexels.com

Por fim, tem os trabalhos que pagam somente por comissão de venda, onde também não é preciso contrato.

Eu considero como última alternativa.

Tem interesse em vir para Portugal para trabalhar?

A diferença de quem vem com visto de estudo, para quem quer vir apenas para trabalhar, é que na hora de tirar o visto de residência, já será preciso apresentar o contrato da empresa que deseja contar com teus serviços, além de todos os outros documentos.

Nesse caso, a dificuldade é um pouco maior porque uma empresa, em geral, não vai querer contratar alguém que ainda não está no país e que talvez nem conheça pessoalmente. Porém, com um bom currículo, boa apresentação e bons contatos, isso pode acontecer.

Conheço pessoas que vieram como turistas (prazo máximo de estadia de 90 dias), conseguiram trabalho durante esse período e puderam solicitar o visto de residência já em Portugal.

Onde procurar vagas:

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Onde morar em Faro?

Como vimos no post sobre os vistos para Portugal, a declaração de alojamento é um documento imprescindível se tu quiser viajar. Nisso, surge a dúvida de onde morar.

Quais são as opções?

Residências universitárias:

A Universidade do Algarve possui alguns prédios espalhados por Faro, Gambelas e Portimão, as cidades onde existem os campi.

O preço delas atualmente é 110,00 euros por mês para quarto compartilhado (apenas com mais um aluno) e 160,00€ para quarto individual.

Quem escolhe em qual residência o aluno fica é a própria universidade conforme o curso e campus de estudo.

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Porém, não existe certeza de que tu conseguirá uma vaga.

Com o aumento do número de alunos nos últimos anos, as vagas nos alojamentos começaram a ter candidaturas. Após o período de matrículas, a universidade enviará um email com as instruções para quem quiser concorrer.

Sobre a infraestrutura, as cozinhas são equipadas com geladeira, fogão, microondas e torradeira (geralmente). É preciso comprar comprar prato, talheres, copo, etc.

Às vezes os alunos deixam coisas para trás quando se mudam, então pode não precisar.

Para a lavanderia, é preciso comprar sabão e amaciante. As máquinas de lavar ficam disponíveis, assim como os varais para secar as roupas.

Travesseiro, cobertas e roupas de cama são fornecidas.

Além disso, existe o serviço de limpeza para as áreas de uso comum e troca dos lençóis e toalhas, ficando apenas a organização do quarto como tua obrigação.

A universidade providencia algumas vagas extras – com preços em conta – durante a segunda quinzena de Agosto e a primeira semana de Setembro para quem não conseguiu um lugar fixo na residência. Esse tempo deve ser usado para o estudante procurar algum lugar para morar.

Apartamentos:

Outra alternativa é alugar e/ou dividir um apartamento.

Em 90% dos casos, os donos não fazem contrato, até por ter muitos alunos que ficam pouco tempo (6 meses ou 1 ano), e também para fugir dos impostos.

Se for com contrato, tu vais precisar do passaporte e NIF, o número de contribuinte (como se fosse o CPF), que tu consegues fazer quando chega em Portugal.

Sendo assim, ou tu entra em um apê já alugado que tenha vaga (o que geralmente acontece no começo dos semestres quando alguns “erasmus” vão embora) ou fica por uns dias na residência da UAlg, faz o NIF, e aluga por conta própria.

Dividindo o aluguel, geralmente fica entre 180 e 250 euros por mês já com contas incluídas. Em alguns casos, os donos cobram uma caução no valor de um mês como garantia, que é utilizado no mês de saída.

Localização:

Um fator importante é a localização. Isso vai depender de cada pessoa.

Tem gente que gosta de morar próximo ao campus onde estuda. Outros preferem um meio-termo, entre a universidade e a Baixa de Faro, onde fica a marina e as ruas das festas e pubs.

Eu acho interessante achar um lugar que fique no meio do caminho de tudo: universidade, supermercado, hospital e estação de ônibus/trem.

Dessa forma, dá pra fazer quase tudo sem depender de transporte.

Montenegro e Gambelas:

Além do campus da Penha e da Escola de Saúde em Faro, a UAlg tem o campus de Gambelas, em Montenegro, um concelho de Faro, que fica há 15min de ônibus.

É uma região que consegue ser mais tranquila que Faro, pois não tem tantas habitações.

Antes, a minha sugestão era de morar em Faro mesmo para quem estudasse em Gambelas.

Porém, como falei acima, isso vai depender de cada um, porque existem pessoas que preferem lugares mais calmos e podem muito bem curtir viver assim.

O que eu posso dizer é que as opções de comércio por lá são bem menores. Porém, tem um hospital privado muito bom próximo ao campus.

Outra situação que pode complicar é a questão do transporte, que fica com poucos horários aos fins de semana e na época de férias.

Por não ter tanta coisa para fazer, a saída pode ser fazer o passe mensal do ônibus para chegar lá, que custa em torno de 30€ – ou então usar uma bike.

Praia de Faro:

Essa tem sido a alternativa procurada por alguns estudantes, geralmente de mobilidade.

A dificuldade fica na locomoção, pois as opções de horários de ônibus são menores.

Tem a opção da bicicleta, mas que às vezes pode ser inviável por questão de tempo ou fôlego mesmo, haha. São 9km até Faro.

Já os valores de aluguel não mudam muito. Porém, em quase todos os casos, os donos das moradias solicitam a saída ao fim das aulas, pois no verão eles alugam para turistas por valores muito mais altos.

Links para procurar alojamento:

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Visto de estudante para Portugal

Muitas pessoas pensam em viajar como turista e realizar o processo do visto já em Portugal. Isso era possível até algum tempo atrás, em caráter de exceção. Hoje, com o grande número de pedidos, o SEF não aceita mais esse tipo de situação. São diversos casos de pessoas que foram obrigadas a voltar ao Brasil para solicitar o visto. 

Sim, precisamos de visto para viver em Portugal.

Como não somos turistas e não vamos ficar apenas 90 dias no país, precisamos desse “documento”. Caso tu venha fazer apenas mobilidade, que geralmente dura entre 6 meses e um ano, deve pedir um visto temporário.

No caso de quem vem para realizar o curso todo, de três, quatro ou cinco anos, é preciso pedir um visto de residência para estudo, que serve para quem for ficar mais que um ano no país.

Para fazer o requerimento, tu deve reunir todos os documentos pedidos, fazer o pagamento e aguardar o dia marcado para ir ao Consulado ou Vice-Consulado Português. A lista completa pode ser encontrada aqui.

Alguns deles:

1. Documentos que fundamentem o pedido deste visto. Por exemplo, a carta de aceite da universidade. Tão logo tu seja classificado e realize o pagamento da matrícula, a UAlg envia por email esta declaração.

2. Declaração do próprio: declaração assinada pelo requerente, especificando as atribuições profissionais que possui, o período que pretende permanecer em Portugal, o local de alojamento e as referências em Portugal. Leia-se “explicando o que vai fazer no país.”

3. Comprovativo dos meios de subsistência: os meios de subsistência em Portugal, durante o período de permanência ou fotocópia da última declaração de imposto de renda. O documento mais comum a apresentar é um extrato de uma conta corrente (em folha A4), que necessita ter um saldo equivalente a um salário mínimo português, ou seja, €557,00 (confira o artigo 11º que fala sobre isso). Caso tu não tenha esse valor na conta, é possível que alguém se responsabilize por ti, apenas deve apresentar uma declaração simples e anexar o imposto de renda junto com os documentos.

4. Alojamento: o alojamento deve ser comprovado através da apresentação de documentação própria. A Universidade do Algarve envia uma declaração caso tu fique na residência universitária. Em casos onde o aluno fique em apartamento que não tenha contrato de aluguel, pode-se solicitar a declaração também.

5. Seguro médico internacional de viagem: seguro médico internacional de viagem, válido pelo período que vai permanecer em Portugal. A apólice de seguro deve incluir a cobertura de repatriação por motivos médicos, necessidade urgente de atenção médica e tratamento hospitalar de emergência. Existem duas formas de consegui-lo: PB4-INSS ou contratando um seguro privado. O PB4 é um acordo que te dá o direito de usufruir do serviço de saúde público de Portugal. Em Porto Alegre, eu retirei o documento no prédio do Ministério da Saúde. Antes de vir, pesquisei e li em vários sites que o sistema aqui é razoavelmente bom, portanto fiz essa escolha. Saiba mais aqui.

Processo de concessão do visto:

Bom, além da entrega da papelada, é importante entender como são os prazos após o ínicio do trâmite.

A partir do dia que tu entregar os documentos no consulado (e eles estiverem todos corretos), existe um prazo de 20 dias onde os documentos são enviados para Portugal para serem analisados.

Quando o pedido for aceito, eles enviam teu passaporte para São Paulo, onde fica o Consulado Geral, e depois retorna diretamente via correio para o teu endereço. Essa segunda etapa pode demorar mais 15 dias.

Como eu já estava atrasado, me deram a opção e acabei indo até São Paulo pessoalmente e recebi o visto em 15 minutos. De lá, parti para Lisboa.

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Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Essa segunda etapa apenas ocorre nas cidades que não possuem um consulado, como Porto Alegre que só tem um vice-consulado, ou Curitiba. Além de São Paulo, existe um consulado geral no Rio de Janeiro e em Brasília fica a embaixada.

Portanto, é bom se planejar bem para evitar mais despesas (como a minha) já que todo o processo é relativamente lento e estressante.

No ano de 2017 houve casos de pessoas que esperaram mais de 50 dias pelo visto, pois os consulados portugueses não estavam dando conta de tantos pedidos.

Título de residência:

Por fim, esse visto é usado apenas para a entrada em solo português e tem uma duração de 120 dias. Antes de ele vencer, tu deve se deslocar até o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e fazer o pedido do título de residência, que dura um ano, e vale como teu cartão de identidade em Portugal e custa em torno de 50€ .

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O Título de Residência serve como documento legal

Desta forma, todo o ano ele deve ser renovado, mediante a apresentação dos mesmos documentos: comprovante de matrícula, residência, subsistência e seguro de saúde.

Com este cartão, não é preciso andar com passaporte ou qualquer documento do Brasil.

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Bolsa de estudos na Universidade do Algarve

A boa notícia é que existem bolsas de estudos para brasileiros sim.

A ruim é que, por enquanto, são poucas e não são de 100%. Ou seja, elas apenas contemplam uma parte da taxa anual.

Para 2018/2019 a taxa fica reduzida a 1.100 euros por ano.

E esse é um assunto muito importante, pois tenho certeza que elas viabilizariam a vinda de mais alunos para Portugal.

E como conseguir essa bolsa?

Bom, como eu disse, não são muitas bolsas disponibilizadas. Para cada curso existe uma ou, no máximo, duas. Além disso, elas são atribuídas prioritariamente aos candidatos da 1ª fase, transitando sucessivamente para as fases seguintes caso não tenham sido contempladas.

E a parte principal é que são bolsas de mérito. Isso quer dizer que os candidatos com melhores notas é que ganham essas bolsas.

Tempo é dinheiro.

Mas, como eu disse, a universidade dá preferência para quem se inscreve na 1ª fase de candidaturas. Isso quer dizer que um estudante que tenha nota média de 600 pontos, e ela seja a maior nota da primeira etapa, pode ganhar a bolsa enquanto outro estudante inscrito na 2ª fase, e com média de 700, não.

Portanto, se tu tens vontade de vir, tenta decidir logo.

Ainda existem outras bolsas de estudos concedidas pelo Serviços de Ação Social, porém elas são apenas para estudantes portugueses. A justificativa é meio óbvia. Quem “patrocina” essas bolsas é o governo de Portugal, e eles não subsidiam alunos de outros países.

Quer saber se tens chance? Então clica AQUI.

E veja o número de vagas, número de candidatos, nota de corte e nota de bolsa, para todos os cursos, do processo seletivo de 2017/18 da Universidade do Algarve.

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Quanto custa estudar na Universidade do Algarve?

Será que é muito caro?

Pelo menos foi isso que eu pensei a primeira vez que vi a notícia dizendo que eu podia estudar em Portugal.

Para começo de conversa, preciso te dizer que em Portugal as universidades públicas são pagas, assim como as privadas – obviamente. A diferença é que o custo é bem menor.

As universidades possuem programas de Estudante Internacional. Ou seja, estrangeiros têm uma cota no número de vagas disponíveis todos os anos para ingresso no ensino superior para vir e estudar em Portugal durante todo o período do curso.

Ou seja, não estamos falando de mobilidade ou intercâmbio.

Para os brasileiros, graças a um tratado entre Brasil e Portugal, podemos usar a nota do ENEM para se candidatar. Atualmente, 20 instituições lusitanas selecionam os alunos dessa maneira.

Fazendo os cálculos.

Na Universidade do Algarve, a propina (sim, é como eles chamam) – ou taxa anual acadêmica – é de 2.000 euros para alguns cursos e 3.500 euros para outros cursos. Isso para quem entrar no ano letivo 2018/2019.

Para cada curso existem também uma ou duas bolsas de incentivo, reduzindo a taxa para 1.100 euros.

Como o próprio nome diz, essa é uma taxa que corresponde ao ano. Porém, é possível parcelar. Não em 12x, como estamos acostumados, mas sim em 8x (na verdade, 1+7).

No caso, tu paga uma parte do valor (525€) no ato da matrícula e divide o restante em 7 parcelas. Os pagamentos ficam para outubro, novembro, fevereiro, março, abril, maio e junho.

Então, por exemplo, se você conseguir entrar no curso de Ciências da Comunicação, cujo valor da taxa é €2.000, vai pagar €500 (mais a taxa de inscrição de €25) e o restante fica dividido em 7x.

Ou então, o curso de Engenharia Civil, onde o custo anual é de €3.500, tu vai pagar os €500 (mais uma taxa de inscrição de €25) e os €3.000 que restam ficam divididos em 7x.

Agora, se tu for converter isso para reais, tu vai ter que fazer um “investimento” de cerca de R$2.000, mais 7x de R$860 (conversões aproximadas).

PS: essa situação se repete todos os anos em que tu estiver cursando a faculdade, não apenas no primeiro. Portanto, no 2º, 3º e 4º ano do seu curso, a rematrícula funcionará da mesma forma. A diferença é que o valor de 525€ é pago em Julho.

E o que mais?

Claro que eu estou falando apenas do valor da universidade. Já que estamos aqui para morar, temos que levar em conta também os custos com residência, alimentação, etc.

Pode também ser interessante (e muitas vezes necessário) para ti conciliar um trabalho com o estudo. De preferência um part-time (meio-período, geralmente 4h/dia), para que teu desempenho acadêmico não seja comprometido.

Se ficou interessado, tire mais dúvidas no site da UAlg.

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