Cidade de Faro: Teatro das Figuras

No ano de 2005, quando eu nem sabia que Faro existia, a cidade era escolhida Capital Nacional da Cultura em Portugal. Foi um evento de grande programação cultural que acabou por se espalhar pelo Algarve.

Chegou, inclusive, a receber uma delegação de 50 ministros da Cultura da comunidade europeia. 

Porém, Faro não ganharia só projeção nacional e internacional com isso. Sob a autoria do arquiteto Gonçalo Byrne, a cidade também ganhava naquele ano mais um teatro: o Teatro das Figuras.

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Teatro das Figuras | Foto: André Ries

Ele encontra-se logo na entrada da cidade e é facilmente visto devido ao tamanho do seu edíficio e pela sua arquitetura moderna.

É um recinto cultural de grande relevância na região do Algarve e no país, e vem se destacando por uma estratégia de programação diversificada: música e ópera, dança, teatro, novo circo e cinema, são algumas das áreas exploradas.

Uma experiência incrível.

No dia 8 de Abril de 2018, finalmente tive a oportunidade – e o prazer – de conhecê-lo.  Neste dia, o Yuri Barreto e eu fomos até o Teatro das Figuras para acompanhar o show da banda brasileira Liniker e os Caramelows.

O espaço é muito bonito e elegante.

Logo na entrada, existe um hall bem grande (que eu descobri se chamar foyer) onde localiza-se a bilheteria e as pessoas aguardam antes da abertura das portas e início do evento.

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Foyer | Foto: Teatro das Figuras

O teatro conta com uma plateia de 762 lugares, e é considerada uma das mais importantes salas de espectáculos da região, “pela versatilidade do seu equipamento, que permite a apresentação das mais variadas e complexas produções e eventos em condições de excelência.”.

Porém, não ficamos exatamente na plateia. Fomos para a “galeria técnica”, um espaço mais elevado onde ficam fotógrafos, produtores de conteúdo e imprensa em geral.

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Vista elevada da galeria | Foto: Yuri Barreto

Ficamos neste local do teatro pois foram disponibilizadas duas acreditações para o blog. Fizemos cobertura com fotos e vídeos para nossas redes sociais: facebook e instagram.

Foi a segunda vez que o Vivendo em Faro participou de um evento como “veículo de comunicação”. A primeira, foi no Festival F, super recomendado e que ainda vai ganhar um post aqui no blog.

O show:

Engraçado que mesmo depois de dois anos em Portugal, ainda é possível enfrentar barreiras linguísticas com o português luso e o brasileiro. 

Fomos recebidos e acolhidos pela querida Elsa Cavaco, Responsável de Marketing e Relações Públicas do Teatro das Figuras. Ela nos levou até a galeria e explicou algumas diretrizes do show. Entre elas:

“A produtora do concerto da banda Liniker e os Caramelows autoriza a captação de vídeo e fotografias nos primeiros 3 temas do concerto.”

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Show do Liniker e os Caramelows | Foto: Yuri Barreto

Temas? Eu nunca tinha ido em um show dentro de um teatro, achei que podia ser dividido em diversas partes. Já havia conhecido o Teatro Lethes, mas fui para uma visita guiada e uma peça de comédia.

Precisei ser sincero com ela e dizer que não entendia o que queria dizer. E a questão era mais simples do que imaginava. Eram as músicas! Só podíamos produzir conteúdo para as três primeiras faixas do show.

Além do seu funzy, termo criado por eles mesmos para definir a sua MPB – “música preta brasileira”, uma mistura de R&B e soul americanas com as raízes da música brasileira e africana, podemos aproveitar toda a presença de palco e simpatia do Liniker e seus companheiros. 

O show superou as expectativas. A banda criou um ambiente muito descontraído e foi possível ver pessoas em pé, próximas ao palco, criando uma sinergia muito boa entre ela e o público. No fim, era possível ver pessoas comentando que nunca tinham visto esse tipo de coisa no Teatro das Figuras. Geralmente as pessoas assistem e ficam nos seus lugares durante todo o espetáculo.

Essa informalidade deliciosa só podia vir do Brasil. 

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Fim do show da banda Liniker e os Caramelows | Foto: Yuri Barreto

Faro não para por aqui.

A cidade, agora, quer concorrer para Capital Europeia da Cultura de 2027. Uma equipe já vem sendo formada para a elaboração da candidatura. O mais interessante é que está marcado para o dia 8 de Setembro de 2018 um debate aberto à comunidade para se falar sobre essa proposta.

Enquanto isso, a região vem desenvolvendo e incentivando esta que é uma área muito importante para a sociedade e que faz parte dos valores do blog Vivendo em Faro.

O próprio Teatro das Figuras faz parte de uma rede chamada Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve: uma rede informal que tem por missão programar e apoiar a criação e a produção cultural regional, tendo em vista a circulação artística na região, rentabilizando as infraestruturas existentes e reforçando a oferta cultural regional, assim como permitir receber no Algarve produções nacionais e internacionais.

A rede contempla mais 10 participantes: Auditório Municipal de Albufeira, Auditório Municipal de Lagoa, Centro Cultural de Lagos, Cine-teatro Louletano, Auditório Municipal de Olhão, TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, Cine-teatro de São Brás de Alportel, Teatro Mascarenhas Gregório (Silves), Teatro António Pinheiro (Tavira) e Centro Cultural António Aleixo (Vila Real de Santo António).

Fique por dentro!

Para quem chega e não conhece muito, sugerimos acessar a Viral Agenda para saber um pouco mais sobre tudo que acontece em Portugal (podendo-se filtrar por cidade). 

Através da nossas redes sociais, também procuramos informar sobre eventos na região do Algarve e, principalmente, em Faro.

“A cultura está acima da diferença da condição social.” (Confúcio)

Obrigado pela leitura! Para mais conteúdos, acesse: Facebook e Instagram.
 
 
 
 

5 motivos para morar em Faro

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi “Você gosta bastante de morar em Faro, né?”.

Sim, eu amo morar aqui!

Nesse post eu vou tentar explicar os motivos que fizeram eu me apaixonar por essa cidade e também pela região do Algarve.

Antes, quero salientar que essa é a minha opinião. Admito que existam pessoas que não se identifiquem com o estilo de vida encontrado por aqui. O ritmo é bem diferente de Lisboa ou Porto, por exemplo.

Mas a verdade não é absoluta, e cabe a cada um de nós saber o que quer e aquilo que não abre mão na vida. antes que eu continue com mais filosofia barata, vamos ao que interessa:

1. Segurança

A cidade de Faro é muito tranquila. Nunca, desde que cheguei em 2015, me senti ameaçado por qualquer pessoa. A verdade é que por aqui, eu posso andar na rua a qualquer hora do dia. E quando eu digo “dia”, me refiro às 24h que ele possui.

Eu estudo à noite, algumas vezes saio até 00h da universidade, e volto caminhando com os fones de ouvido, ouvindo minhas maravilhosas playlists do Spotify, hahaha. 

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Se a vida é um filme, precisa de trilha sonora | Foto: pexels.com

A mesma coisa acontece quando, por exemplo, saio de alguma festa ou bar na Baixa de Faro, e volto para casa de madrugada. Claro que nenhum lugar é perfeito, e devemos ter cautela algumas vezes.

Alguns anos atrás, a Universidade do Algarve, PSP (Polícia de Segurança Pública) e o órgão de Turismo do Algarve assinaram protocolos para o projeto “Algarve: destino seguro”, que busca a revisão e melhoria contínua da segurança na região, não só na época do verão, onde a população cresce quase cinco vezes. Saiba mais.

Agora, se eu paro para pensar em como era minha vida em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, eu dou muito valor para o que tenho aqui.

Lá, eu saía de manhã para trabalhar com os fones de ouvido na mochila pois não gostava de ficar desatento com medo de ser surpreendido. Eu precisava me cuidar o tempo todo.

Quando a gente conhece a paz, não queremos nunca mais a guerra.

E essa questão não se restringe apenas a poder ouvir música. Aqui, tenho mais tempo e tranquilidade para poder observar as coisas boas da vida: a arquitetura dos prédios, um pai ou uma mãe passeando com os filhos, ver como o céu e suas formas são incríveis, assistir um pôr-do-sol, entre outras coisas.

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Skatepark de Faro | Foto: Yuri Barreto

2. Clima

Por falar em pôr-do-sol, o clima é algo realmente especial por aqui. Com uma média de mais de 300 dias de sol por ano, são também mais de 300 dias com um fim de tarde mais bonito que o outro.

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Ria Formosa, Faro | Foto: André Ries

Durante o inverno, que começa em 21 de Dezembro e vai até 20 de Março, as temperaturas diminuem. Para mim, que sou do sul do Brasil, elas são bem tranquilas. Isso não quer dizer que eu não sinta frio. Só não é novidade mesmo, haha. Com temperaturas entre 5°C e 16°C, às vezes sensações térmicas são um pouco menores, e é quando temos alguns períodos de chuva.

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Praça do “Seu Café”, Faro | Foto: André Ries

A primavera é o período mais seco do ano e quando as temperaturas começam a subir. Nessa época, ao sol, chega a fazer 28ºC. Acontece entre 20 de Março e 21 de Junho. É nessa altura que também entramos no horário de verão.

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Passeio do Ribeirinho, Faro | Foto: André Ries

Pulando já para o outono, o clima mais uma vez fica ameno, bom para quem não é tão chegado no forte do calor. Ocorre entre 21 de Setembro e vai até 20 de Dezembro, num momento em que a região acaba por ser muito procurada para a prática de golfe. Sabia que o Algarve é o melhor destino de golfe da Europa?

Ah, e o verão! Deixei ele por último não foi à toa. Época mágica do ano. Podemos desfrutar do sol durante 12h por dia, temperaturas bem altas e uma brisa costeira. Oficialmente, ele começa dia 21 de Junho e vai até 20 de Setembro, mas às vezes, em Março, já estamos indo para a praia. Na minha opinião, é o melhor momento para aproveitar as belezas naturais deste lugar.

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Praia de Faro | Foto: Yuri Barreto

3. Praia de Faro

E é no verão que vemos o movimento crescer e o Algarve ficar muito cheio. Faro não fica para trás, até porque possui um Aeroporto Internacional, que é a principal porta de entrada da região.

Já não bastasse ser uma cidade pacata, segura e com ótimo clima, ela tem uma praia que fica a 15min de carro do centro! De ônibus ou barco, uns 30/40min. A pé dura um pouco mais, em torno de 1h30min, mas vale muito a pena, inclusive ainda vou fazer um post sobre esse passeio.

A Praia de Faro, que já ganhou post falando sobre ela, chama muito atenção por ter o lado do mar e o lado da Ria Formosa e, por isso, também é chamada de Ilha de Faro. Muito basicamente, a ria é um ecossistema de água salgada e vegetação que separa as praias das cidades.

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Praia de Faro: lado do mar

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Praia de Faro: lado da ria

Ela é simples, não tem falésias ou grandes pedras. Mas é de-li-ci-o-sa! Se bem que eu sou suspeito, porque amo praia mais que chocolate.

Assim como a Praia de Faro, as ilhas do Farol, Deserta e Culatra estão aqui por perto, e também possuem o lado da ria e do mar, mas só podem ser alcançadas de barco.

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Ilha Deserta | Ao fundo, Ilha do Farol | Foto: André Ries

4. Pessoas

Como já comentei antes, no verão a população se multiplica. Os hotéis ficam lotados, diversos eventos acontecem por aqui e muitas vezes parece que não estamos mais em Portugal.

São tantos franceses, ingleses, alemães, espanhóis e italianos, entre outras nacionalidades, que o idioma português quase não é ouvido. E o turismo vem crescendo também fora da época alta.

Entretanto, não são apenas os turistas que nos fazem “trocar a chave” do idioma. Os estrangeiros marcam presença durante o ano letivo. Todo semestre cresce o número de alunos de intercâmbio da universidade.

Portanto, engana-se quem vem para Portugal para falar apenas português. Saiba que é preciso saber pelo menos inglês, inclusive por questões profissionais.

Aqui, também recebemos muitos alunos brasileiros. E temos dois tipos de estudantes, intercâmbio e os “ENEMs“. Enquanto os primeiros ficam entre 6 meses ou 1 ano, quem vem pelo exame nacional brasileiro é para realizar todo o curso (3, 4 ou 5 anos).

Por fim, e muito obviamente, temos os portugueses. Moradores, turistas e estudantes. Temos muitas coisas parecidas e muitas outras diferentes. É um povo muito acolhedor e que vem se acostumando com o novo perfil de brasileiros que estão vindo para Portugal: estudantes de ensino superior, mais qualificados e com ambições diferentes do perfil antigo dos anos 90.

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Conexão Brasil-Portugal da residência universitária (2015)

Infelizmente, sei de casos de preconceito, mas vejo isso como exceção, e não como regra (falo isso porque recebo muitas perguntas sobre esse assunto).

Mas enfim, se tem uma coisa que eu gosto é de pessoas. É muito bom conhecê-las.

A gente aprende tanto com elas. O choque de realidade, cultura, hábitos, ou seja, diferenças em geral, é muito enriquecedor. Mais que qualquer universidade vai te ensinar.

São tantas histórias engraçadas, supreendentes e marcantes que vivi ou ouvi, que já perdi as contas. Poderia aqui listar diversas pessoas, mas sei que cometeria a injustiça de esquecer alguém.

Eu, como cheguei em Faro sem conhecer absolutamente ninguém, zero mesmo, decidi que só havia uma opção. Ressocializar. Conheci gente de vários estados do Brasil, do México, Colômbia, Turquia, Ucrânia, China, Inglaterra, Polônia, Espanha, Itália, França, Áustria, entre muitos outros.

Portanto, fica aqui a minha dica. Faça tudo que puder para conhecer e ser conhecido. Nas salas de aula, nos eventos e organizações dentro da UAlg (como Associação Académica, Erasmus Student Network, Troféu do Reitor, voluntariados, etc.), se possível Couchsurfing.

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Equipe ESN Galaxy: Brasil, Portugal, França, Espanha e Cazaquistão representados (2017)

5. Oportunidades

Por falar em pessoas, admito que já conheci quem não tenha gostado de Faro. Exatamente por isso, falei logo no começo que esse post se tratava da minha opinião.

Em geral, o que escuto é: “não tem nada para se fazer em Faro”.

De fato, a cidade é pequena, em torno de 45 mil habitantes. 60 mil se contarmos os distritos em volta.

As opções de bares, festas, restaurantes e cafés não são infinitas como em metrópoles como Lisboa. Conta apenas com um shopping que possui cinema, algumas lojas famosas, redes de resturantes mundiais, etc.

Um hospital público que funciona razoavelmente bem.

Programação cultural o ano todo, como por exemplo no Teatro Lethes.

Encontra-se uma estação de trem e outra de ônibus (além do já mencionado aeroporto), que levam para vários lugares de Portugal e da Europa.

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Braga, norte de Portugal | Foto: André Ries

E uma universidade que está crescendo.

Desde 2015, quando cheguei, acompanho o número de alunos da UAlg. Se falarmos dos brasileiros ENEM, os número aproximados são 40 alunos em 2015, 180 (2016), 220 (2017) e a perspectiva é de crescimento para 2018De outros países, e não só europeus, também estão crescendo. Inclusive, está no plano estratégico da instituição uma progressiva internacionalização. Mesmo caso para os estudantes portugueses.

O número total de alunos em 2014, era algo em torno de 7.800.

Hoje, estamos indo para os 10.000!

No que tange ao turismo, cada vez mais vemos turistas passeando pelas ruas de Faro e do Algarve em Março, Abril, Maio.. Setembro, Outubro, Novembro. Ou seja, na época de baixa procura.

De qualquer forma, em vez de apenas reclamar e ficar parado, prefiro pensar que onde não há “nada”, existe oportunidade de surgir algo novo.

Eu já achei algo novo por aqui. Algo que, infelizmente, não tinha no Brasil.

… a tão famosa qualidade de vida!

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Caminho para a Praia de Faro | Foto: André Ries

 
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Cidade de Faro: Aeroporto de Faro

Uma das coisas mais interessante sobre Faro é o fato de termos um aeroporto aqui na cidade, mesmo ela sendo pequena.

Se tu ainda não sabes, Faro é a capital do Algarve, sul de Portugal.

São diversos vôos, principalmente de e para a Europa. Mas também é possível vir do Brasil e descer aqui.

Atualmente, o Aeroporto Internacional de Faro é o terceiro maior aeroporto em termos de tráfego em Portugal logo a seguir ao Aeroporto Humberto Delgado (situado em Lisboa) e ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro (situado no Porto) .

Ele vem passando por reformulações e ampliações ao longo dos anos de modo a suportar o aumento do movimento de passageiros devido ao crescimento do turismo na região.

Grande parte desse aumento deve-se à presença de companhias low-cost.

Companhias que oferecem baixas tarifas eliminando custos derivados de serviços tradicionais oferecidos aos passageiros, baseando-se na simplicidade do serviço sem distinção de classes. (Wikipedia)

Por exemplo, não há refeições inclusas no vôos e existem restrições para bagagens.

Pois bem, quando tu escuta que na Europa é super barato e fácil viajar, provavelmente estão falando dessas empresas. É muito frequente elas disponibilizarem passagens muito baratas (por exemplo, 20€ ida e volta para Londres) durante todo o ano.

A mais conhecida, Ryanair, divide espaço com Easyjet, Germanwings, entre outras.

A empresa ANA é quem faz a gestão do aeroporto.

Essa empresa possui um projeto muito interessante chamado All In South.

Ele visa compartilhar conteúdos de interesse para estudantes universitários da região sul, tendo por objetivo facilitar a sua integração e experiência de vida por aqui.

Inclusive, é um parceiro do blog Vivendo em Faro.

Vai para onde?

 

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All In South – Dicas de viagem para partir de Faro

 

Transporte de/para o aeroporto:

Do centro de Faro, a única opção de transporte público que te leve ao aeroporto é ônibus.

As linhas 16 e 14, da empresa Próximo, são as que levam até lá. Ambas vão para a Praia de Faro, mas fazem uma parada no aeroporto.

O ponto de ônibus fica mesmo em frente do parque de estacionamento. A viagem dura entre 15 e 20 minutos.

De carro, táxi ou uber, a viagem pode ser ainda mais rápida, em torno de 10 minutos. Os valores para as duas últimas opções giram entre os 10€ e 15€.

Aluguel de automóveis:

É no aeroporto que concentra-se a maioria das rent-a-cars, para empréstimo de veículos.

Cada empresa possui suas respectivas regras e valores, variando conforme modelo, tamanho, combustível, etc.

Algo que pode atrapalhar os estudantes é que para motoristas até os 25 anos, os preços são mais caros.

Além disso, para obter uma boa tarifa, é necessário um cartão (com muito) crédito para o seguro. Caso contrário, a diária aumenta, mas ainda assim pode ser acessível.

Auge no verão:

Por conta das suas belíssimas praias e ótimo clima, o Algarve é muito procurado por turistas no verão. Nesta altura, a população da região tri-pli-ca.

Isso faz com que o aeroporto seja um dos que mais contrata sazonalmente.

Estudar e trabalhar em Portugal? Saiba mais aqui!

São muitas vagas disponiblizadas, e as empresas começam a se estruturar a partir de Março.

São os britânicos que constituem a principalmente fatia dos turistas presentes no Algarve, portanto é imprescindível saber falar inglês por aqui. Outros idiomas, melhor.

Dúvidas? Comente!

 

Cidade de Faro: Teatro Lethes

Faro também é cultura!

Quem chega a Faro, talvez não note à primeira vista a vida cultural que existe na cidade. Claro que não temos a variedade de uma Lisboa ou Madrid, mas é possível sim ter acesso a alguns eventos interessantes. Basta ir atrás dos meios de comunicação corretos.

Para saber mais, sugiro olhar o Viral Agenda.

Um dos responsáveis por isso é o Teatro Lethes. Localizado na Baixa de Faro, muitas vezes não é percebido pelas pessoas que visitam a cidade porque sua fachada anda um pouco mal-cuidada. Como a área em torno está sendo revitalizada, a promessa é de que o edifício também ganhe um “trato”.

Fora esse detalhe, o teatro vem recebendo diversos espetáculos desde que, em 2012, a ACTA  A Companhia de Teatro do Algarve – passou a administrar o espaço.

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Cartazes das diversas peças já realizadas | Foto: Yuri Barreto

Um pouquinho da história…

Porém, antes de chegar até aqui, este edifício que é do ano de 1605 (!), passou por muitas coisas, desde diferentes donos até várias realidades.

Primeiramente, o lugar foi construído para ser uma escola, o Colégio de São Tiago Maior da Companhia de Jesus, fundado pelo então Bispo do Algarve D. Fernando Martins Mascarenhas. Porém, em 1759, Portugal expulsou de seu território toda e qualquer presença jesuítica e o colégio foi fechado.

Alguns anos depois, entre 1807 e 1814, as instalações foram invadidas e serviram de base para o exército francês até que os mesmos fossem expulsos. Infelizmente, antes de fugirem, as instalações do antigo colégio foram muito depredadas, alterando algumas partes da arquitetura original.

Um pouco antes deste invasão, no ano de 1804,  um navio de Veneza naufragou na costa do Algarve numa noite de tempestade, e seus tripulantes foram salvos com a ajuda da população. Um deles era Lázaro Doglioni, médico italiano e grande apreciador das artes. Este rapaz acaba se casando com uma moça portuguesa e permanecendo em Faro. Em 1843, compra o edifício e faz obras para que este se torne um teatro à semelhança do Teatro de São Carlos, em Lisboa, que já teve como modelo o Teatro Scala, em Milão.

Em 1845 é inaugurado o Teatro Lethes, que leva o nome do rio da mitologia grega, “cujas águas tinham o poder mágico de apagar da lembrança das almas os reveses e as agruras da vida”, como símbolo do apaziguamento desejado após a Guerra Civil Portuguesa. Em sua fachada coloca-se a inscrição em latim “monet oblectando”, que pode ser traduzida como “aprender divertindo-se”. Lázaro quis, de alguma forma, deixar a lembrança da primeira instituição presente naquele local.

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Fachada Teatro Lethes | Foto: André Ries

Em 1860, o teatro passa por uma reforma de ampliação para poder receber mais participantes, e no início do século XX novas remodelações são feitas para melhoria de condições do espetáculo.

Entretanto, na década de 20 o espaço entra em declínio, culminando com o seu fechamento em 1925. Somente em 1951 que o edifício acaba por ser vendido à Cruz Vermelha Portuguesa, cuja posse mantém-se até hoje.

Depois de passar por sucessivas obras de recuperação, a sala de espetáculos passar a ser gerida pela ACTA a partir de 5 de Outubro de 2012.

Visita Guiada

No dia 31 de Março de 2017, o Vivendo em Faro organizou um pequeno grupo para realizar uma visita guiada ao teatro. A iniciativa criada pela ACTA, devido ao Dia Mundial do Teatro naquela semana, proporcionou um momento de muito aprendizado e surpresa.

De fato, o que a gente vê por dentro do edifício é quase que inesperado. A arquitetura é muito bonita, rica em detalhes. Desde a entrada, um enorme corredor com algumas obras de arte espalhadas, os lustres e a bilheteria…

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Corredor de entrada | Foto: Yuri Barreto

… passando pelo hall situado antes de entrar na sala de espetáculos. Nesse ambiente, conforme nos foi explicado, a luz e a acústica já são mais baixas, para que as pessoas comecem a se acostumar com o ambiente do teatro e da peça.

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Entrada para a sala de espetáculos | Foto: Yuri Barreto

Um dos momentos mais engraçados foi a forma como nosso guia (e diretor do teatro), Luís Vicente, demonstrou o funcionamento da acústica do palco. Ao mesmo tempo que ele falava, fazia um círculo em torno dele mesmo, e o som se expandia de formas diferentes.

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Vista da galeria do 3º andar | Foto: Yuri Barreto

Outro ponto alto (literalmente) foi subir nos três andares das elegantes galerias dos camarotes do teatro. A gente não têm tanta ideia até que sobe realmente e se impressiona com a altura do local. Esses camarotes, antigamente, tinham uma função muito mais social e de status do que qualidade de visão dos espetáculos. Pelo contrário, é até pior de se assistir desses lugares. Porém, as pessoas não queriam conseguir ver, queriam ser vistas.

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Participantes da visita guiada

Como a visita foi gratuita, nossa forma de colaborar foi doando 1kg de alimento por participante para a própria Cruz Vermelha. Na entrega, acabamos descobrindo alguns projetos que existem por lá, voltados aos idosos. O teatro oferece curso de atuação, enquanto que a Cruz Vermelha tem curso de informática, entre outros. O sorriso no rosto das senhoras e senhores que chegam é contagiante!

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Corredor das instalações administrativas | Foto: Yuri Barreto

E, de sobra, ganhamos alguns ingressos para a peça “Um Espetáculo (Bela e Abel)”, uma comédia muito divertida.

Deixamos aqui nosso agradecimento a todos envolvidos pela organização do teatro, em especial ao Luís, que nos mostrou o local com toda a simpatia e atenção possível. E também aos que participaram da visita: Yuri, Bruna, Luiza, Erika, Eliara e Juan.

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Foto dos participantes da visita guiada por Luis Vicente

E também a dica para quem mora ou vem a Faro para não deixar de conhecer este lugar lindíssimo e, se possível, ter essa experiência de assistir a um espetáculo da casa, algo que é muito diferente e interessante.

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Cidade de Faro: Jardim da Alameda João de Deus

O jardim público mais antigo de Faro:

Este jardim constitui “o maior espaço ajardinado” de Faro e é ponto de encontro dos habitantes da cidade. Composto por uma diversidade de fauna e flora, é um ótimo local para um piquenique, uma roda de chimarrão ou apenas para passar a tarde.

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O Jardim da Alameda foi construído no fim do século XIX e deve o nome ao poeta e pedagogo João de Deus, autor da Cartilha Maternal, obra adaptada em Portugal como método oficial de aprendizagem da leitura a partir de 1888.

Tranquilidade e bucolismo:

No parque, tu vai encontrar um ambiente muito calmo, com muitos bancos para sentar e contemplar a natureza. Outra presença é a dos animais. Os donos dos jardins são os pavões, que andam livres sem se incomodar com a presença das pessoas. Além deles, existe um mini-zoológico com aves exóticas e alguns coelhos, porquinhos-da-índia, etc.

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Pesquisando, descobri que o jardim há alguns anos atrás foi alvo de uma intervenção que permitiu a plantação de 50 árvores e cerca de 500 novos arbustos, além da repavimentação e da instalação de um mini-golfe. Além disso, foi disponibilizado sinal de wi-fi grátis em todo o parque para chamar a atenção da população jovem.

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Esportes para todos os gostos.

Ao fundo do parque, tu encontra o mini-golfe, disponível para quem quiser jogar. Basta pedir para algum funcionário do parque que lhe entregue os tacos e a bolinha. Diversas pessoas passam a tarde se divertindo com o jogo. Da última vez que perguntei, pagava-se 1€.

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Família jogando mini-golfe | Foto: André Ries

Além do mini-golfe, as pessoas costumam correr ou caminhar por lá.

Por contar com um número alto de idosos, Faro disponibilizou um parque geriátrico dentro do parque. Cena mais comum é assistir senhores e senhoras exercitando-se nos aparelhos.

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Parque geriátrico dentro do jardim | Foto: André Ries

Jardim de memórias:

“De geração em geração, o jardim tem sido testemunha silenciosa de relatos de experiências, assistiu ao desenvolvimento de muitas ideias, tornou-se confidente de segredos e viu nascer e crescer muitas histórias de amor. A Alameda João de Deus é por isso mesmo um jardim de memórias, testemunho de conversas, piropos, namoros, casamentos e outras tantas histórias passadas ou actuais que marcaram a vida dos farenses.” (fonte)

Bibilioteca Municipal de Faro:

Dentro do jardim tu também vai encontrar a Biblioteca Municipal de Faro. A fachada, de um antigo matadouro, foi preservada e mantém a arquitetura neo-islâmica.

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Fachada neo-islâmica: antigo matadouro, portão principal da biblioteca

Interessante observar essa mistura entre o passado e presente. A fachada possui uma arquitetura super antiga, enquanto que o prédio da biblioteca é moderno.

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Entrada da Biblioteca Municipal | Foto: André Ries

O Jardim continua respirando.

Para terminar, preciso dizer que o parque, apesar de antigo, é muito bem cuidado e preservado. Frequentemente recebe eventos, como o Festival de Petiscos Mediterrâneos e o Alameda Beer Fest. Também conta com aulas de yoga ao ar livre.

Portanto, caso tu visite ou venha morar em Faro, o Jardim da Alameda João de Deus é um lugar muito lindo para se conhecer. Ele fica em frente ao prédio da PSP (polícia) e duas quadras de distância do Tribunal de Justiça.

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Cidade de Faro: Marina de Faro

Doca de Recreio de Faro:

A marina, cujo nome oficial é Doca de Recreio de Faro, surgiu de uma necessidade do município, que tem uma atividade portuária muito intensa devido à região litorânea em que se encontra.

Atualmente, quem administra é Ginásio Clube Naval de Faro, fundado em 19 de Janeiro de 1928, fruto justamente da presença de praticantes de esportes náuticos.

As docas:

Quando chegas, dá de cara com uma marina muito bonita, repleta de lanchas e barquinhos “estacionados” que já dão um visual muito bacana.

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Ali, tu encontra alguns bares e restaurantes, com uma vista privilegiada.

A linha do trem.

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Ao fazer a volta pela marina, tu chega à estrada de ferro, onde os trens passam e cortam a paisagem de poucos em poucos minutos. Os comboios que chegam e partem de Faro passam por ali.

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Tic-tac, tic-tac

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Ahhhh, a Ria Formosa!

Mas o grande destaque é a Ria Formosa, um conjunto de pequenas faixas de água do mar que dão acesso à marina. Existem dois ou três piers onde é possível sentar e relaxar. Estar lá te proporciona paisagens incríveis, como essa:

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Como bons gaúchos – não podemos terminar esse post sem frisar que esse lugar “é louco de especial” pra tomar um mate no fim da tarde.

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Por sinal, é aí que ocorre a festa de fim de ano da cidade. Com diversos shows de música, 10 a 15min de fogos de artifício e a brasileirada toda reunida.

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Cidade de Faro: Sporting Clube Farense

Desporto nº 1.

Assim como no Brasil, o futebol é o principal “desporto” de Portugal.

As pessoas acompanham os campeonatos do mundo todo e é difícil achar alguém sem clube ou que não goste do esporte.

Uma coisa interessante sobre futebol lusitano é que os torcedores (ou adeptos) são basicamente divididos em três times: Porto, Benfica e Sporting.

E, como no interior do Brasil, escolhem como segundo time alguma equipe (ou equipa) da cidade de onde nasceram.

Sporting Clube Farense:

Em Faro, o segundo time de muitos é o Sporting Clube Farense. É o clube mais antigo da região, fundado em 1º de abril de 1910.

Seus maiores feitos ocorreram entre o fim da década de 80 e meados da década de 90.

Na temporada (ou época) 1989/90, o time de Faro, que recém havia retornado à segunda divisão, vai contra todas as expectativas e chega à final da Taça de Portugal, onde acaba perdendo para o Estrela da Amadora.

Na mesma temporada, consegue mais uma vez subir à primeira divisão, onde manteve-se até 2001/02.

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Durante os 11 anos na elite do futebol português, tem sua melhor classificação de sempre em 1994/95, ficando em 5º lugar e garantindo o acesso à Taça da UEFA.

Infelizmente, a participação foi pequena pois perdeu logo na 1ª eliminatória para o Lyon, mas foi o suficiente para se consagrar como melhor equipe algarvia.

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Sou de Faro, sou Farense!

Porém, alguns torcedores fogem da curva. Aqui, existe uma forte campanha para que as pessoas torçam apenas para o time local. Com o slogan “És de Faro, és Farense!” ou “Sou de Faro, sou Farenese”, a diretoria, com o apoio dos próprios torcedores, tenta angariar mais sócios para o clube.

Inclusive, andando pelas ruas, tu consegue ver as frases grafitadas em vários lugares:

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No dia 6 de dezembro de 2015, tive a oportunidade de estar presente no Estádio de São Luís para acompanhar um dos dérbis do Algarve, Farense x Olhanense.

Além dos dois times, ainda temos o Portimonense, da cidade de Portimão.

Olhão, município que fica há uns 15min de distância, conhecida por um hotel 5 estrelas, recebeu essa “homenagem” durante o jogo:

Sem Título
“Um hotel de ★★★★★”, “um clube de m****”, “eis a vossa terra.”

Por falar nisso, a claque – como é conhecida a “torcida organizada” de cada clube – é muito animada e compensa o número pequeno de adeptos. Como de costume, ela fica atrás do gol cantando o tempo todo e fazendo um show à parte no campo.

Infelizmente o resultado no dia não foi bom: Farense 1×2 Olhanense. Desde o começo do jogo o time rival pareceu mais organizado em campo e mereceu a vitória. De qualquer forma, foi uma experiência muito legal.

Confira o vídeo do dia do jogo:

Bilhetes:

Para jogos do Campeonato Português, há bilhete inteiro e meia-entrada para estudante.

Nos jogos da Taça de Portugal não há desconto e paga-se o valor inteiro. Esse bilhete te dá direito a ir na arquibancada principal.

Se tu quiseres, também é possível ir na área da claque.

Ver um jogo tão próximo do gramado, ouvir os xingamentos portugueses e sentir-se seguro dentro do estádio são algumas das coisas que mais chamaram nossa atenção.

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