Descobrindo o Algarve: #4 Praia de Benagil

A ansiedade era grande.

Depois de quase três anos morando em Portugal, ainda não havia conhecido um dos lugares mais famosos do Algarve.

A Praia de Benagil é um dos locais mais fotografados do país, especialmente a sua incrível gruta, que já foi, inclusive, utilizada em campanhas de turismo de Portugal.

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Algar de Benagil | Foto: Experitour

Mas nós já vamos chegar lá.

Infelizmente, o acesso por meio de transporte público é um pouco complicado. Isso porque tanto a estação de ônibus como a de trem ficam longe da costa, mais precisamente na cidade de Lagoa, uma distância entre 8 e 9 quilômetros.

Até existe um ônibus que faz o trajeto Lagoa e Benagil, porém seus horários são escassos e não funciona durante os fins-de-semana (!). O Algarve às vezes tem dessas coisas.

A sugestão aqui é convidar outras pessoas e quando chegarem lá, dividir um táxi ou Uber (entre 9€ e 13€) para chegar na praia.

Outra opção é o aluguel de carro ou moto. São dezenas de rent-a-cars dentro e próximas do Aeroporto de Faro, que podem ser a solução para explorar o local.

A praia de Benagil:

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. A Praia e o Algar de Benagil são coisas diferentes. A primeira é uma praia normal com uma faixa de areia não muito grande e um mar lindo. 

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Praia de Benagil, Algarve | Foto: André Ries

Sua extensão termina em ambos os lados com grandes paredes das falésias. Do lado direito de quem olha o mar, é possível subir e caminhar entre as pedras e obter uma vista muito bonita de “dentro do mar”.

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Praia de Benagil, Algarve | Foto: André Ries

Logo na sua entrada, há um café/restaurante e alguns guichês onde podem ser comprados bilhetes para os passeios de barco ou para o aluguel de pranchas de stand-up paddle ou caiaques. É com eles que as pessoas conhecem o Algar de Benagil.

Acesso apenas pelo mar:

Para se ter o privilégio de conhecer a gruta, estar lá dentro e respirar aquele ar diferente é preciso enfrentar as águas geladas do mar.

Felizmente, são apenas 100 metros de distância.

Minha primeira sugestão é de que, em hipótese alguma, deixe de visitar a gruta! A sensação é indescritível.

Segunda sugestão é de que faça isso entre 11h e 13h, pois é quando o sol está bem alto e incide melhor a luminosidade na cave. 

Porém, programe-se para chegar cedo, senão terás que esperar. Quando eu fui alugar o caiaque, eram 11h e eles só estavam disponíveis às 15h.

Ainda tem mais!

Essa região do Algarve é incrivelmente especial.

O distrito de Lagoa, além da Praia de Benagil, pode se vangloriar de dizer que possui outras duas das praias mais incríveis do Algarve: Praia da Marinha, que possui incríveis formações rochosas e a Praia do Carvoeiro, que em 2018 ganhou o prêmio de Melhor Destino de Praia da Europa.

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Praia da Marinha, Algarve | Foto: André Ries

Assim que possível deve sair post sobre elas também!

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Cidade de Faro: Teatro das Figuras

No ano de 2005, quando eu nem sabia que Faro existia, a cidade era escolhida Capital Nacional da Cultura em Portugal. Foi um evento de grande programação cultural que acabou por se espalhar pelo Algarve.

Chegou, inclusive, a receber uma delegação de 50 ministros da Cultura da comunidade europeia. 

Porém, Faro não ganharia só projeção nacional e internacional com isso. Sob a autoria do arquiteto Gonçalo Byrne, a cidade também ganhava naquele ano mais um teatro: o Teatro das Figuras.

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Teatro das Figuras | Foto: André Ries

Ele encontra-se logo na entrada da cidade e é facilmente visto devido ao tamanho do seu edíficio e pela sua arquitetura moderna.

É um recinto cultural de grande relevância na região do Algarve e no país, e vem se destacando por uma estratégia de programação diversificada: música e ópera, dança, teatro, novo circo e cinema, são algumas das áreas exploradas.

Uma experiência incrível.

No dia 8 de Abril de 2018, finalmente tive a oportunidade – e o prazer – de conhecê-lo.  Neste dia, o Yuri Barreto e eu fomos até o Teatro das Figuras para acompanhar o show da banda brasileira Liniker e os Caramelows.

O espaço é muito bonito e elegante.

Logo na entrada, existe um hall bem grande (que eu descobri se chamar foyer) onde localiza-se a bilheteria e as pessoas aguardam antes da abertura das portas e início do evento.

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Foyer | Foto: Teatro das Figuras

O teatro conta com uma plateia de 762 lugares, e é considerada uma das mais importantes salas de espectáculos da região, “pela versatilidade do seu equipamento, que permite a apresentação das mais variadas e complexas produções e eventos em condições de excelência.”.

Porém, não ficamos exatamente na plateia. Fomos para a “galeria técnica”, um espaço mais elevado onde ficam fotógrafos, produtores de conteúdo e imprensa em geral.

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Vista elevada da galeria | Foto: Yuri Barreto

Ficamos neste local do teatro pois foram disponibilizadas duas acreditações para o blog. Fizemos cobertura com fotos e vídeos para nossas redes sociais: facebook e instagram.

Foi a segunda vez que o Vivendo em Faro participou de um evento como “veículo de comunicação”. A primeira, foi no Festival F, super recomendado e que ainda vai ganhar um post aqui no blog.

O show:

Engraçado que mesmo depois de dois anos em Portugal, ainda é possível enfrentar barreiras linguísticas com o português luso e o brasileiro. 

Fomos recebidos e acolhidos pela querida Elsa Cavaco, Responsável de Marketing e Relações Públicas do Teatro das Figuras. Ela nos levou até a galeria e explicou algumas diretrizes do show. Entre elas:

“A produtora do concerto da banda Liniker e os Caramelows autoriza a captação de vídeo e fotografias nos primeiros 3 temas do concerto.”

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Show do Liniker e os Caramelows | Foto: Yuri Barreto

Temas? Eu nunca tinha ido em um show dentro de um teatro, achei que podia ser dividido em diversas partes. Já havia conhecido o Teatro Lethes, mas fui para uma visita guiada e uma peça de comédia.

Precisei ser sincero com ela e dizer que não entendia o que queria dizer. E a questão era mais simples do que imaginava. Eram as músicas! Só podíamos produzir conteúdo para as três primeiras faixas do show.

Além do seu funzy, termo criado por eles mesmos para definir a sua MPB – “música preta brasileira”, uma mistura de R&B e soul americanas com as raízes da música brasileira e africana, podemos aproveitar toda a presença de palco e simpatia do Liniker e seus companheiros. 

O show superou as expectativas. A banda criou um ambiente muito descontraído e foi possível ver pessoas em pé, próximas ao palco, criando uma sinergia muito boa entre ela e o público. No fim, era possível ver pessoas comentando que nunca tinham visto esse tipo de coisa no Teatro das Figuras. Geralmente as pessoas assistem e ficam nos seus lugares durante todo o espetáculo.

Essa informalidade deliciosa só podia vir do Brasil. 

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Fim do show da banda Liniker e os Caramelows | Foto: Yuri Barreto

Faro não para por aqui.

A cidade, agora, quer concorrer para Capital Europeia da Cultura de 2027. Uma equipe já vem sendo formada para a elaboração da candidatura. O mais interessante é que está marcado para o dia 8 de Setembro de 2018 um debate aberto à comunidade para se falar sobre essa proposta.

Enquanto isso, a região vem desenvolvendo e incentivando esta que é uma área muito importante para a sociedade e que faz parte dos valores do blog Vivendo em Faro.

O próprio Teatro das Figuras faz parte de uma rede chamada Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve: uma rede informal que tem por missão programar e apoiar a criação e a produção cultural regional, tendo em vista a circulação artística na região, rentabilizando as infraestruturas existentes e reforçando a oferta cultural regional, assim como permitir receber no Algarve produções nacionais e internacionais.

A rede contempla mais 10 participantes: Auditório Municipal de Albufeira, Auditório Municipal de Lagoa, Centro Cultural de Lagos, Cine-teatro Louletano, Auditório Municipal de Olhão, TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, Cine-teatro de São Brás de Alportel, Teatro Mascarenhas Gregório (Silves), Teatro António Pinheiro (Tavira) e Centro Cultural António Aleixo (Vila Real de Santo António).

Fique por dentro!

Para quem chega e não conhece muito, sugerimos acessar a Viral Agenda para saber um pouco mais sobre tudo que acontece em Portugal (podendo-se filtrar por cidade). 

Através da nossas redes sociais, também procuramos informar sobre eventos na região do Algarve e, principalmente, em Faro.

“A cultura está acima da diferença da condição social.” (Confúcio)

Obrigado pela leitura! Para mais conteúdos, acesse: Facebook e Instagram.
 
 
 
 

5 motivos para morar em Faro

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi “Você gosta bastante de morar em Faro, né?”.

Sim, eu amo morar aqui!

Nesse post eu vou tentar explicar os motivos que fizeram eu me apaixonar por essa cidade e também pela região do Algarve.

Antes, quero salientar que essa é a minha opinião. Admito que existam pessoas que não se identifiquem com o estilo de vida encontrado por aqui. O ritmo é bem diferente de Lisboa ou Porto, por exemplo.

Mas a verdade não é absoluta, e cabe a cada um de nós saber o que quer e aquilo que não abre mão na vida. antes que eu continue com mais filosofia barata, vamos ao que interessa:

1. Segurança

A cidade de Faro é muito tranquila. Nunca, desde que cheguei em 2015, me senti ameaçado por qualquer pessoa. A verdade é que por aqui, eu posso andar na rua a qualquer hora do dia. E quando eu digo “dia”, me refiro às 24h que ele possui.

Eu estudo à noite, algumas vezes saio até 00h da universidade, e volto caminhando com os fones de ouvido, ouvindo minhas maravilhosas playlists do Spotify, hahaha. 

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Se a vida é um filme, precisa de trilha sonora | Foto: pexels.com

A mesma coisa acontece quando, por exemplo, saio de alguma festa ou bar na Baixa de Faro, e volto para casa de madrugada. Claro que nenhum lugar é perfeito, e devemos ter cautela algumas vezes.

Alguns anos atrás, a Universidade do Algarve, PSP (Polícia de Segurança Pública) e o órgão de Turismo do Algarve assinaram protocolos para o projeto “Algarve: destino seguro”, que busca a revisão e melhoria contínua da segurança na região, não só na época do verão, onde a população cresce quase cinco vezes. Saiba mais.

Agora, se eu paro para pensar em como era minha vida em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, eu dou muito valor para o que tenho aqui.

Lá, eu saía de manhã para trabalhar com os fones de ouvido na mochila pois não gostava de ficar desatento com medo de ser surpreendido. Eu precisava me cuidar o tempo todo.

Quando a gente conhece a paz, não queremos nunca mais a guerra.

E essa questão não se restringe apenas a poder ouvir música. Aqui, tenho mais tempo e tranquilidade para poder observar as coisas boas da vida: a arquitetura dos prédios, um pai ou uma mãe passeando com os filhos, ver como o céu e suas formas são incríveis, assistir um pôr-do-sol, entre outras coisas.

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Skatepark de Faro | Foto: Yuri Barreto

2. Clima

Por falar em pôr-do-sol, o clima é algo realmente especial por aqui. Com uma média de mais de 300 dias de sol por ano, são também mais de 300 dias com um fim de tarde mais bonito que o outro.

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Ria Formosa, Faro | Foto: André Ries

Durante o inverno, que começa em 21 de Dezembro e vai até 20 de Março, as temperaturas diminuem. Para mim, que sou do sul do Brasil, elas são bem tranquilas. Isso não quer dizer que eu não sinta frio. Só não é novidade mesmo, haha. Com temperaturas entre 5°C e 16°C, às vezes sensações térmicas são um pouco menores, e é quando temos alguns períodos de chuva.

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Praça do “Seu Café”, Faro | Foto: André Ries

A primavera é o período mais seco do ano e quando as temperaturas começam a subir. Nessa época, ao sol, chega a fazer 28ºC. Acontece entre 20 de Março e 21 de Junho. É nessa altura que também entramos no horário de verão.

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Passeio do Ribeirinho, Faro | Foto: André Ries

Pulando já para o outono, o clima mais uma vez fica ameno, bom para quem não é tão chegado no forte do calor. Ocorre entre 21 de Setembro e vai até 20 de Dezembro, num momento em que a região acaba por ser muito procurada para a prática de golfe. Sabia que o Algarve é o melhor destino de golfe da Europa?

Ah, e o verão! Deixei ele por último não foi à toa. Época mágica do ano. Podemos desfrutar do sol durante 12h por dia, temperaturas bem altas e uma brisa costeira. Oficialmente, ele começa dia 21 de Junho e vai até 20 de Setembro, mas às vezes, em Março, já estamos indo para a praia. Na minha opinião, é o melhor momento para aproveitar as belezas naturais deste lugar.

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Praia de Faro | Foto: Yuri Barreto

3. Praia de Faro

E é no verão que vemos o movimento crescer e o Algarve ficar muito cheio. Faro não fica para trás, até porque possui um Aeroporto Internacional, que é a principal porta de entrada da região.

Já não bastasse ser uma cidade pacata, segura e com ótimo clima, ela tem uma praia que fica a 15min de carro do centro! De ônibus ou barco, uns 30/40min. A pé dura um pouco mais, em torno de 1h30min, mas vale muito a pena, inclusive ainda vou fazer um post sobre esse passeio.

A Praia de Faro, que já ganhou post falando sobre ela, chama muito atenção por ter o lado do mar e o lado da Ria Formosa e, por isso, também é chamada de Ilha de Faro. Muito basicamente, a ria é um ecossistema de água salgada e vegetação que separa as praias das cidades.

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Praia de Faro: lado do mar

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Praia de Faro: lado da ria

Ela é simples, não tem falésias ou grandes pedras. Mas é de-li-ci-o-sa! Se bem que eu sou suspeito, porque amo praia mais que chocolate.

Assim como a Praia de Faro, as ilhas do Farol, Deserta e Culatra estão aqui por perto, e também possuem o lado da ria e do mar, mas só podem ser alcançadas de barco.

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Ilha Deserta | Ao fundo, Ilha do Farol | Foto: André Ries

4. Pessoas

Como já comentei antes, no verão a população se multiplica. Os hotéis ficam lotados, diversos eventos acontecem por aqui e muitas vezes parece que não estamos mais em Portugal.

São tantos franceses, ingleses, alemães, espanhóis e italianos, entre outras nacionalidades, que o idioma português quase não é ouvido. E o turismo vem crescendo também fora da época alta.

Entretanto, não são apenas os turistas que nos fazem “trocar a chave” do idioma. Os estrangeiros marcam presença durante o ano letivo. Todo semestre cresce o número de alunos de intercâmbio da universidade.

Portanto, engana-se quem vem para Portugal para falar apenas português. Saiba que é preciso saber pelo menos inglês, inclusive por questões profissionais.

Aqui, também recebemos muitos alunos brasileiros. E temos dois tipos de estudantes, intercâmbio e os “ENEMs“. Enquanto os primeiros ficam entre 6 meses ou 1 ano, quem vem pelo exame nacional brasileiro é para realizar todo o curso (3, 4 ou 5 anos).

Por fim, e muito obviamente, temos os portugueses. Moradores, turistas e estudantes. Temos muitas coisas parecidas e muitas outras diferentes. É um povo muito acolhedor e que vem se acostumando com o novo perfil de brasileiros que estão vindo para Portugal: estudantes de ensino superior, mais qualificados e com ambições diferentes do perfil antigo dos anos 90.

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Conexão Brasil-Portugal da residência universitária (2015)

Infelizmente, sei de casos de preconceito, mas vejo isso como exceção, e não como regra (falo isso porque recebo muitas perguntas sobre esse assunto).

Mas enfim, se tem uma coisa que eu gosto é de pessoas. É muito bom conhecê-las.

A gente aprende tanto com elas. O choque de realidade, cultura, hábitos, ou seja, diferenças em geral, é muito enriquecedor. Mais que qualquer universidade vai te ensinar.

São tantas histórias engraçadas, supreendentes e marcantes que vivi ou ouvi, que já perdi as contas. Poderia aqui listar diversas pessoas, mas sei que cometeria a injustiça de esquecer alguém.

Eu, como cheguei em Faro sem conhecer absolutamente ninguém, zero mesmo, decidi que só havia uma opção. Ressocializar. Conheci gente de vários estados do Brasil, do México, Colômbia, Turquia, Ucrânia, China, Inglaterra, Polônia, Espanha, Itália, França, Áustria, entre muitos outros.

Portanto, fica aqui a minha dica. Faça tudo que puder para conhecer e ser conhecido. Nas salas de aula, nos eventos e organizações dentro da UAlg (como Associação Académica, Erasmus Student Network, Troféu do Reitor, voluntariados, etc.), se possível Couchsurfing.

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Equipe ESN Galaxy: Brasil, Portugal, França, Espanha e Cazaquistão representados (2017)

5. Oportunidades

Por falar em pessoas, admito que já conheci quem não tenha gostado de Faro. Exatamente por isso, falei logo no começo que esse post se tratava da minha opinião.

Em geral, o que escuto é: “não tem nada para se fazer em Faro”.

De fato, a cidade é pequena, em torno de 45 mil habitantes. 60 mil se contarmos os distritos em volta.

As opções de bares, festas, restaurantes e cafés não são infinitas como em metrópoles como Lisboa. Conta apenas com um shopping que possui cinema, algumas lojas famosas, redes de resturantes mundiais, etc.

Um hospital público que funciona razoavelmente bem.

Programação cultural o ano todo, como por exemplo no Teatro Lethes.

Encontra-se uma estação de trem e outra de ônibus (além do já mencionado aeroporto), que levam para vários lugares de Portugal e da Europa.

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Braga, norte de Portugal | Foto: André Ries

E uma universidade que está crescendo.

Desde 2015, quando cheguei, acompanho o número de alunos da UAlg. Se falarmos dos brasileiros ENEM, os número aproximados são 40 alunos em 2015, 180 (2016), 220 (2017) e a perspectiva é de crescimento para 2018De outros países, e não só europeus, também estão crescendo. Inclusive, está no plano estratégico da instituição uma progressiva internacionalização. Mesmo caso para os estudantes portugueses.

O número total de alunos em 2014, era algo em torno de 7.800.

Hoje, estamos indo para os 10.000!

No que tange ao turismo, cada vez mais vemos turistas passeando pelas ruas de Faro e do Algarve em Março, Abril, Maio.. Setembro, Outubro, Novembro. Ou seja, na época de baixa procura.

De qualquer forma, em vez de apenas reclamar e ficar parado, prefiro pensar que onde não há “nada”, existe oportunidade de surgir algo novo.

Eu já achei algo novo por aqui. Algo que, infelizmente, não tinha no Brasil.

… a tão famosa qualidade de vida!

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Caminho para a Praia de Faro | Foto: André Ries

 
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Matrícula na Universidade do Algarve: passo a passo

Bom, se tu vens até este post, provavelmente é porque os resultados saíram e tu foste aprovado na Universidade do Algarve.

Resultados: 1ª fase, 2ª fase e 3ª fase (7 de Maio a 8 de Junho de 2018).

Se não, saiba como se candidatar utilizando a nota do ENEM.

Antes de mais nada, MEUS PARABÉNS!

Agora começam os transtornos de ansiedade e insônia, hahaha! Eu sei, também passei por isso. É matrícula, é passagem, é visto, é lugar pra morar, é cálculo pra saber se o dinheiro vai dar.

Muito bem, sobre a matrícula, vejo que as dúvidas são basicamente as mesmas. Por isso, aqui vai um passo a passo de como realizá-la:

1. Pagamento

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Para confirmar a sua matrícula, tu obrigatoriamente deves realizar – dentro do prazo – o pagamento da taxa de matrícula e taxa de inscrição: €500 + 25€. Esse valor não é reembolsável.

O restante do valor das propinas, começas a pagar somente em Outubro.

Isso pode ser feito através do serviço PayPal ou por transferência bancária internacional. No dois casos, a UAlg disponibiliza os dados necessários.

Para a segunda opção, tu tens de ir até a agência do teu banco aí no Brasil para saber como se realiza essa operação (alguns bancos permitem que seja online; outros, apenas na própria agência).

Não há problema se a conta bancária estiver em nome de outra pessoa, como por exemplo os teus pais.

2. Envio do comprovante

Enviar para o email acad@ualg.pt o comprovante do pagamento, com o teu nome completo e curso que foste aprovado (ou aquele que escolheste, caso tenha tentado mais de um).

Os Serviços Académicos irão retornar o email com a confirmação da tua matrícula.

Mas atenção, é normal a resposta demorar a chegar (até duas semanas) pois são muitos emails enviados nessa altura. Eles também têm alunos portugueses e de outros países com outras solicitações.

Portanto, não esperem que eles confirmem que receberam o comprovante, pois eles não vão fazer isso. Se após duas semanas do envio, o retorno não chegar, então podes entrar em contato.

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Serviços Académicos – Campus da Penha (Foto: ualg.pt)

3. Envio dos documentos

Em relação aos documentos que devem ser enviados por correio, a universidade pede que sejam as cópias apostiladas do histórico escolar e certificado de conclusão do ensino médio. Em geral, ambos estão em um só documento.

E quando vires para Portugal, traga os originais.

Porém, sabe-se que nem todas as cidades do Brasil possuem cartórios que façam esse procedimento. E a UAlg não obriga ninguém a viajar até alguma capital para o fazer. Nesses casos, a autenticação em cartório basta.

Além disso, uma cópia do documento autenticada do passaporte ou outro documento de identificação utilizado na candidatura, e as notas do ENEM impressas e, também, autenticada.

Assim como o apostilamento, alguns cartórios não autenticam as notas do ENEM. Nesse caso, podes enviar apenas a impressão.

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Em 2015, acho que paguei, no envio, não mais que R$50,00 em um Sedex “normal”. Os documentos podem chegar depois do prazo final de matrícula. Mas não mais que 15 dias após o fim do prazo.

OBS: o envio, a partir de 2018, é obrigatório. Tu deves trazer os originais e apresentar presencialmente nos Serviços Académicos quando chegares (só reforçando).

O endereço para onde deves enviar: Serviços Académicos – Universidade do Algarve, Estrada da Penha, 139, 8005-139 Faro.

Por que o envio pelo correio? Dois motivos: primeiro, porque pode ter algum problema nos documentos. Apesar de não ter acontecido comigo e, particularmente, não saber de nenhum caso, é preferível jogar no seguro. Por vias das dúvidas, melhor estar ainda no Brasil para resolver, do que aqui em Portugal. Além disso, a gente tem tanta coisa para resolver quando chega aqui em Setembro, que é melhor já ter isso “despachado”.

 

4. Confirmação

Quando a UAlg retorna o email com a confirmação da matrícula, ela também envia uma carta de aceite, documento utilizado para solicitar o visto de residência para estudos.

Caso aconteça alguma situação que atrase o teu processo, não hesites em enviar email para os Serviços Académicos. Eles são muito compreensíveis, sabem que ocorrem diversas situações e não vão tirar a tua vaga caso exista um motivo plausível.

Também, é possível solicitar uma “declaração para fins de residência”, necessário para o visto. Porém, entretanto, todavia, essa declaração não garante uma vaga no alojamento universitário.

Para 2018, será aberto um período de candidaturas para as residências da UAlg. As datas e procedimentos serão informados por email.

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Acabou!

Viu? Não é tão complicado. O que acontece é que nesse momento estamos correndo contra o tempo para que fique tudo pronto. Mas tente ter calma, seguir essas indicações e tudo vai correr com tranquilidade.

Por fim, deixo aqui o meu cumprimento mais uma vez pela tua vaga. Espero, sinceramente, que tu gostes daqui tanto quanto eu.

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Seja bem-vindo e te espero no Algarve!

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Cidade de Faro: Aeroporto de Faro

Uma das coisas mais interessante sobre Faro é o fato de termos um aeroporto aqui na cidade, mesmo ela sendo pequena.

Se tu ainda não sabes, Faro é a capital do Algarve, sul de Portugal.

São diversos vôos, principalmente de e para a Europa. Mas também é possível vir do Brasil e descer aqui.

Atualmente, o Aeroporto Internacional de Faro é o terceiro maior aeroporto em termos de tráfego em Portugal logo a seguir ao Aeroporto Humberto Delgado (situado em Lisboa) e ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro (situado no Porto) .

Ele vem passando por reformulações e ampliações ao longo dos anos de modo a suportar o aumento do movimento de passageiros devido ao crescimento do turismo na região.

Grande parte desse aumento deve-se à presença de companhias low-cost.

Companhias que oferecem baixas tarifas eliminando custos derivados de serviços tradicionais oferecidos aos passageiros, baseando-se na simplicidade do serviço sem distinção de classes. (Wikipedia)

Por exemplo, não há refeições inclusas no vôos e existem restrições para bagagens.

Pois bem, quando tu escuta que na Europa é super barato e fácil viajar, provavelmente estão falando dessas empresas. É muito frequente elas disponibilizarem passagens muito baratas (por exemplo, 20€ ida e volta para Londres) durante todo o ano.

A mais conhecida, Ryanair, divide espaço com Easyjet, Germanwings, entre outras.

A empresa ANA é quem faz a gestão do aeroporto.

Essa empresa possui um projeto muito interessante chamado All In South.

Ele visa compartilhar conteúdos de interesse para estudantes universitários da região sul, tendo por objetivo facilitar a sua integração e experiência de vida por aqui.

Inclusive, é um parceiro do blog Vivendo em Faro.

Vai para onde?

 

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All In South – Dicas de viagem para partir de Faro

 

Transporte de/para o aeroporto:

Do centro de Faro, a única opção de transporte público que te leve ao aeroporto é ônibus.

As linhas 16 e 14, da empresa Próximo, são as que levam até lá. Ambas vão para a Praia de Faro, mas fazem uma parada no aeroporto.

O ponto de ônibus fica mesmo em frente do parque de estacionamento. A viagem dura entre 15 e 20 minutos.

De carro, táxi ou uber, a viagem pode ser ainda mais rápida, em torno de 10 minutos. Os valores para as duas últimas opções giram entre os 10€ e 15€.

Aluguel de automóveis:

É no aeroporto que concentra-se a maioria das rent-a-cars, para empréstimo de veículos.

Cada empresa possui suas respectivas regras e valores, variando conforme modelo, tamanho, combustível, etc.

Algo que pode atrapalhar os estudantes é que para motoristas até os 25 anos, os preços são mais caros.

Além disso, para obter uma boa tarifa, é necessário um cartão (com muito) crédito para o seguro. Caso contrário, a diária aumenta, mas ainda assim pode ser acessível.

Auge no verão:

Por conta das suas belíssimas praias e ótimo clima, o Algarve é muito procurado por turistas no verão. Nesta altura, a população da região tri-pli-ca.

Isso faz com que o aeroporto seja um dos que mais contrata sazonalmente.

Estudar e trabalhar em Portugal? Saiba mais aqui!

São muitas vagas disponiblizadas, e as empresas começam a se estruturar a partir de Março.

São os britânicos que constituem a principalmente fatia dos turistas presentes no Algarve, portanto é imprescindível saber falar inglês por aqui. Outros idiomas, melhor.

Dúvidas? Comente!

 

5 motivos para estudar na Universidade do Algarve

1. Ela está em Portugal!

Essa frase pode parecer óbvia, mas o que queremos dizer com isso é que Portugal nunca esteve no centro das atenções da Europa e, talvez, do mundo como atualmente.

São vários os motivos para isso.

Na área do turismo, vem se destacando pela qualidade dos serviços e pelos baixos custos, além de ter se tornado alternativa a outros destinos que sofreram ataques terroristas, como França e Inglaterra. Por falar nisso, o país foi considerado o 3º mais pacífico do mundo.

E ainda vem sendo reconhecido como um polo tecnológico. Diversas empresas de tecnologia e startups estão sendo criadas ou trazidas para cá, com Lisboa sendo o foco, inclusive recebendo o WebSummit desde 2016, uma das mais importantes conferências europeias de tecnologia, empreendedorismo e inovação.


 

2. Vais ter contato com uma maneira diferente de ensino.

Caso tu já tenha feito faculdade no Brasil, verás que por aqui existem algumas coisas semelhantes, mas outras nem tanto.

Pra começo de conversa, o 1º semestre começa em Setembro e vai até o fim de Janeiro, com um break para as festas no fim do ano. E o 2º começa em Fevereiro e vai até o fim de Junho (com pausa para o Carnaval e Páscoa).

Depois, você terá aulas onde será dada matéria (com uma dinâmica de aula muito parecida com a brasileira), mas também terá tutorias, que são momentos com os professores para tirar dúvidas sobre o conteúdo e fazer mais exercícios (podendo variar conforme o professor e/ou a disciplina).

Por fim, e talvez tu tenha percebido, os semestres são, na verdade, quadrimestres. Ou seja, não dá muito tempo de aula não. E, por isso, a cultura aqui é de que o aluno estude bastante fora da sala de aula, sendo incentivado a utilizar as bibliotecas e salas de estudo.

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Biblioteca: o refúgio dos alunos em época de provas

3. Podes praticar atividades físicas dentro da universidade.

O Gabinete de Desporto da Associação Académica da Universidade do Algarve promove diversos eventos esportivos durante o ano. Logo no começo dos semestre, ocorrem vários “open days” para os alunos que queiram experimentar algumas modalidades.

Ela também organiza torneios internos, conhecidos como Troféu do Reitor, de futebol 11, futebol 7, futsal, basquete e vôlei, onde devem ser criadas equipes de cada curso e que jogam entre si. A exceção fica para o time ESN Galaxy, formado por alunos internacionais e que pode misturar os cursos.

Além do mais, existe o programa “Faz Desporto”, que incentiva a prática de atividades e hábitos saudáveis como complemento da vida acadêmica, oferecendo aulas gratuitas e outras com preços muito em conta.

A associação ESN Algarve também organiza eventos de esporte ao longo do semestre, como podem ver abaixo.

4. Tens a possibilidade de realizar um (outro) intercâmbio!

Sendo um aluno ENEM, tu utilizas um método diferente de ingresso, mas é considerado um aluno regular da Universidade do Algarve.

E, portanto, tens direito a fazer seis meses ou um ano de intercâmbio para estudar em outro país e universidade, seja licenciatura, mestrado ou doutorado.

A UAlg possui protocolos com diversas instituições ao redor do mundo e tu podes, inclusive, ganhar uma bolsa se for para estudar aqui pela Europa através do programa Erasmus +.

Pode até dividir: seis meses em um país e seis em outro! E quem cuida de tudo isso é o GRIM (Gabinete de Relações Internacionais e Mobilidade).

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À esquerda, Luna Miranda, estudante de Psicologia na UAlg, realizou intercâmbio durante um ano em Granada (Espanha) e pôde conhecer vários lugares, como Sierra Nevada, nesta foto.

5. Vais “Estudar onde é bom viver”.

Esse é o slogan da UAlg e, cá entre nós, muito pertinente.

A cidade de Faro, e a região do Algarve, é muito aconchegante e acolhedora. São mais de 300 dias de sol por ano, e 300 dias de pôr-do-sol! O verão é maravilhoso, o inverno é ameno. As paisagens são estonteantes, as praias deliciosas.

Um lugar onde pode-se fazer praticamente tudo a pé, e que conta com um aeroporto internacional, estação de trens e rodoviária. Não há perigo nas ruas, os carros param na faixa de segurança. O custo não é alto, mas a qualidade de vida sim.

E as pessoas? A comunidade brasileira já é muito grande, o português é muito receptivo (embora pessoas ignorantes existam em qualquer lugar do mundo), e os outros estrangeiros sempre têm alguma boa história pra contar.

Te convenci? Então começa a te PLANEJAR!


 
Continue lendo “5 motivos para estudar na Universidade do Algarve”

O que trazer do Brasil para Portugal?

Guarde um lugar na mala…

Como se não tivéssemos que pensar em tanta coisa antes de viajar para Portugal, como processo de matrícula, pedido de visto e compra de passagem, ainda temos que “lembrar” que estamos indo para um país distante.

Ok, Portugal tem diversas semelhanças com o Brasil, mas não conseguimos encontrar tudo que estamos acostumados na nossa terra. Ou pelo menos não por um preço razoável.

Portanto, sugiro que tu escolha bem o que coloca na mala e guarde um espacinho para os produtos brasileiros que tu não abre mão na vida.

Tem, mas é caro:

Farofa Yoki: como faz falta uma farofinha no arroz e feijão! Um pacote sai por mais de 3€, por isso pode ser uma boa ideia trazer uns pacotes na viagem.

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Erva-mate: é possível achar pacotes por aqui, porém os preços são salgadinhos, em torno de 10€ pra 500g. Por isso, a sugestão é trazer pelo menos 1kg do Brasil (não precisa ter medo de levar na bagagem) e sempre que souber de algum gaúcho que esteja vindo, pedir também!

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Cachaça 51: em geral, todo mundo bebe, mas os mineiros são quem mais sentem falta da “marvada”. Aqui, uma garrafa sai em torno de 9€ nos supermercados.

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Biquíni: o conjunto sai em torno de uns 20€ e, além disso, as brasileiras não costumam gostar muito dos modelos encontrados.

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Havaianas: os chinelos mais famosos do Brasil costumam ser bem caros na Europa, em torno de 20€ o par.

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Preservativo: infelizmente esse item é relativamente caro por aqui. Um pacote com 6 unidades sai em torno de 6€. (PS: existe distribuição gratuita em alguns lugares, como na cantina da universidade e no centro de saúde)

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Não tem, mas dá pra trazer:

Tapioca: aqui em Portugal só achamos granulada. A “nossa tapioca” não.

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Paçoquita: esse docinho gostoso não tem pra vender por aqui, e a caixa nem é tão grande assim.

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Doce de leite: nos supermercados tu encontra leite condensado cozido, mas não é – e nunca será – um mumuzinho!

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Matte Leão: principalmente os cariocas sentem falta dessa bebida que combina com o calor do Algarve. E esse produto não tem para vender por aqui.

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Tenys Pé: tem gente que costuma usar talco, mas tem gente que só usa essa marca. E não tem para vender aqui.

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Saudade de casa…

Cada produto pode ser mais ou menos associado com um estado. Conforme muda a região das pessoas, as necessidades também variam. Na lista fica fácil de perceber isso.

A saudade é inevitável, seja das pessoas, dos lugares ou outras coisas. Ter/consumir algo que remeta à nossa região é, de certa forma, reconfortante.

Por isso, a última dica para driblar esse sentimento é trazer algo bem simples:

Fotos: família, amigos, namorado(a), etc..

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Gostou? Curte, compartilha! E caso tu lembre de mais alguma coisa para adicionar na lista, comenta aí!

 

Cidade de Faro: Teatro Lethes

Faro também é cultura!

Quem chega a Faro, talvez não note à primeira vista a vida cultural que existe na cidade. Claro que não temos a variedade de uma Lisboa ou Madrid, mas é possível sim ter acesso a alguns eventos interessantes. Basta ir atrás dos meios de comunicação corretos.

Para saber mais, sugiro olhar o Viral Agenda.

Um dos responsáveis por isso é o Teatro Lethes. Localizado na Baixa de Faro, muitas vezes não é percebido pelas pessoas que visitam a cidade porque sua fachada anda um pouco mal-cuidada. Como a área em torno está sendo revitalizada, a promessa é de que o edifício também ganhe um “trato”.

Fora esse detalhe, o teatro vem recebendo diversos espetáculos desde que, em 2012, a ACTA  A Companhia de Teatro do Algarve – passou a administrar o espaço.

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Cartazes das diversas peças já realizadas | Foto: Yuri Barreto

Um pouquinho da história…

Porém, antes de chegar até aqui, este edifício que é do ano de 1605 (!), passou por muitas coisas, desde diferentes donos até várias realidades.

Primeiramente, o lugar foi construído para ser uma escola, o Colégio de São Tiago Maior da Companhia de Jesus, fundado pelo então Bispo do Algarve D. Fernando Martins Mascarenhas. Porém, em 1759, Portugal expulsou de seu território toda e qualquer presença jesuítica e o colégio foi fechado.

Alguns anos depois, entre 1807 e 1814, as instalações foram invadidas e serviram de base para o exército francês até que os mesmos fossem expulsos. Infelizmente, antes de fugirem, as instalações do antigo colégio foram muito depredadas, alterando algumas partes da arquitetura original.

Um pouco antes deste invasão, no ano de 1804,  um navio de Veneza naufragou na costa do Algarve numa noite de tempestade, e seus tripulantes foram salvos com a ajuda da população. Um deles era Lázaro Doglioni, médico italiano e grande apreciador das artes. Este rapaz acaba se casando com uma moça portuguesa e permanecendo em Faro. Em 1843, compra o edifício e faz obras para que este se torne um teatro à semelhança do Teatro de São Carlos, em Lisboa, que já teve como modelo o Teatro Scala, em Milão.

Em 1845 é inaugurado o Teatro Lethes, que leva o nome do rio da mitologia grega, “cujas águas tinham o poder mágico de apagar da lembrança das almas os reveses e as agruras da vida”, como símbolo do apaziguamento desejado após a Guerra Civil Portuguesa. Em sua fachada coloca-se a inscrição em latim “monet oblectando”, que pode ser traduzida como “aprender divertindo-se”. Lázaro quis, de alguma forma, deixar a lembrança da primeira instituição presente naquele local.

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Fachada Teatro Lethes | Foto: André Ries

Em 1860, o teatro passa por uma reforma de ampliação para poder receber mais participantes, e no início do século XX novas remodelações são feitas para melhoria de condições do espetáculo.

Entretanto, na década de 20 o espaço entra em declínio, culminando com o seu fechamento em 1925. Somente em 1951 que o edifício acaba por ser vendido à Cruz Vermelha Portuguesa, cuja posse mantém-se até hoje.

Depois de passar por sucessivas obras de recuperação, a sala de espetáculos passar a ser gerida pela ACTA a partir de 5 de Outubro de 2012.

Visita Guiada

No dia 31 de Março de 2017, o Vivendo em Faro organizou um pequeno grupo para realizar uma visita guiada ao teatro. A iniciativa criada pela ACTA, devido ao Dia Mundial do Teatro naquela semana, proporcionou um momento de muito aprendizado e surpresa.

De fato, o que a gente vê por dentro do edifício é quase que inesperado. A arquitetura é muito bonita, rica em detalhes. Desde a entrada, um enorme corredor com algumas obras de arte espalhadas, os lustres e a bilheteria…

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Corredor de entrada | Foto: Yuri Barreto

… passando pelo hall situado antes de entrar na sala de espetáculos. Nesse ambiente, conforme nos foi explicado, a luz e a acústica já são mais baixas, para que as pessoas comecem a se acostumar com o ambiente do teatro e da peça.

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Entrada para a sala de espetáculos | Foto: Yuri Barreto

Um dos momentos mais engraçados foi a forma como nosso guia (e diretor do teatro), Luís Vicente, demonstrou o funcionamento da acústica do palco. Ao mesmo tempo que ele falava, fazia um círculo em torno dele mesmo, e o som se expandia de formas diferentes.

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Vista da galeria do 3º andar | Foto: Yuri Barreto

Outro ponto alto (literalmente) foi subir nos três andares das elegantes galerias dos camarotes do teatro. A gente não têm tanta ideia até que sobe realmente e se impressiona com a altura do local. Esses camarotes, antigamente, tinham uma função muito mais social e de status do que qualidade de visão dos espetáculos. Pelo contrário, é até pior de se assistir desses lugares. Porém, as pessoas não queriam conseguir ver, queriam ser vistas.

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Participantes da visita guiada

Como a visita foi gratuita, nossa forma de colaborar foi doando 1kg de alimento por participante para a própria Cruz Vermelha. Na entrega, acabamos descobrindo alguns projetos que existem por lá, voltados aos idosos. O teatro oferece curso de atuação, enquanto que a Cruz Vermelha tem curso de informática, entre outros. O sorriso no rosto das senhoras e senhores que chegam é contagiante!

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Corredor das instalações administrativas | Foto: Yuri Barreto

E, de sobra, ganhamos alguns ingressos para a peça “Um Espetáculo (Bela e Abel)”, uma comédia muito divertida.

Deixamos aqui nosso agradecimento a todos envolvidos pela organização do teatro, em especial ao Luís, que nos mostrou o local com toda a simpatia e atenção possível. E também aos que participaram da visita: Yuri, Bruna, Luiza, Erika, Eliara e Juan.

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Foto dos participantes da visita guiada por Luis Vicente

E também a dica para quem mora ou vem a Faro para não deixar de conhecer este lugar lindíssimo e, se possível, ter essa experiência de assistir a um espetáculo da casa, algo que é muito diferente e interessante.

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Descobrindo o Algarve: #3 Lagos

Sem dúvida uma das praias mais conhecidas do Algarve.

Particularmente falando, a mais bonita também.

Na verdade, o certo seria dizer as praias. Meia Praia, Praia da Batata, do Pinhão, Dona Ana, dos Estudantes, do Camilo, dos Pinheiros, etc. Uma do lado da outra. Entre as subidas e descidas das falésias.

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Como ir?

Saindo de Faro é possível ir de ônibus ou trem. Na primeira opção, menos horários, passagem a 11,80€ (ida e volta). Na segunda, 14,60€, mas se comprar com antecedência de cinco dias consegue-se mais barato.

Quando eu visitei Lagos, em Setembro, fui de trem. Viagem tranquila, passando por várias cidades e duração de pouco menos de duas horas. No auge do verão, talvez um pouco mais por causa do movimento. A estação fica do outro lado da marina da cidade, na parte da Meia Praia. É preciso atravessar uma ponte que abre e fecha constantemente para chegar ao restante dos lugares.

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Leve um bom tênis. Mas não esquece os chinelos, é claro.

Chegando lá, te prepara pra caminhar bastante. São vários caminhos, escadas, pequenas trilhas para chegar às falésias e às praias. Mas cada momento vale o esforço. São paisagens lindas, pessoas de vários países, tranquilidade…

A dica é levar na mochila bastante líquidos por causa do calor e alguma coisa pra comer, porque na beira das praias são poucas opções de bares e restaurantes, e com o preço salgadinho como a água cristalina do mar.

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A Praia do Camilo e Dona Ana são as mais concorridas. Algumas outras, com pequenas faixas de areia, têm menos pessoas e são opções para quem quer curtir um momento mais relax.

Na cidade existem muitos restaurantes, bares, festas e lojas. Ou seja, bastante coisa para ver fazer também. É muito agradável caminhar pelas pequenas ruas e becos.

Por isso, minha recomendação é que, se possível, fique uma noite ao menos. Para curtir legal.

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Quando ir e onde ficar?

O auge do verão na Europa é nos meses de Julho e Agosto. Obviamente, estes são os meses que as pessoas aproveitam para ganhar dinheiro. Portanto, as coisas vão estar mais caras nessa época.

A dica é tentar pegar o começo do verão, Maio e Junho, ou o fim, Setembro.

Opções de alojamento são muitas. Hotéis de cinco, quatro e três estrelas. Hostels interessantes e cheios de eventos. Guests houses, que basicamente são hotéis mais simples. E também é sempre válido tentar um couchsurfing, se tu for desses.

Tu vai gostar.

Não te assusta. Em alguns momentos vai parecer que tu está na Inglaterra. Ou na França. Ou na Espanha. Bom, tu vai ter certeza que está na Europa. De repente leve um dicionário, haha.

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Eu ainda não conheci alguém que voltou de Lagos sem um sorriso no rosto.
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